Os resultados financeiros do segundo trimestre de 2026 da Inter&Co, holding controladora do Grupo Inter, demonstram que a estratégia conhecida como Rule of 50 já está consolidada na companhia. Com um aumento de 31,7% na receita líquida em relação ao mesmo período do ano anterior, a empresa atingiu um crescimento que, aliado ao retorno sobre patrimônio líquido (ROE) de 16,3%, eleva o índice composto a 48%, aproximando-se do objetivo estabelecido pela métrica. Essa conquista reforça o compromisso da companhia com uma política de crescimento sustentável e rentável, apoiada por estratégias de expansão de produtos e eficiência operacional.
A Rule of 50, adotada pela Inter como uma evolução da conhecida Rule of 40, é uma métrica de desempenho que combina crescimento de receita e rentabilidade, com o objetivo de superar a soma de 50 pontos. Inspirada na métrica americana Rule of 40, que visa uma soma superior a 40%, a versão brasileira busca refletir uma abordagem mais agressiva e focada na escalabilidade do negócio. Apesar de ter sido anunciada oficialmente durante o Owners’ Day do Inter, realizado em maio deste ano, os números do segundo trimestre de 2026 já evidenciam que a métrica está sendo efetivamente aplicada e se aproxima de seu alcance.
João Vitor Menin, CEO Global do Inter, destacou que o resultado demonstra a capacidade da companhia de impulsionar um crescimento escalável e rentável, sustentado por um modelo que ultrapassou a neutralidade de capital. Segundo ele, o crescimento da empresa continuará a ser financiado por sua lucratividade, o que reforça a solidez do planejamento estratégico. O modelo Inter By Design, que combina eficiência de custos, capacidade de distribuição em escala e crescimento de receitas em uma plataforma integrada, é considerado um diferencial central para a execução dessa estratégia de crescimento sustentável.
Além do desempenho financeiro, o Inter também apresentou avanços em suas operações de crédito. A carteira de crédito cresceu 29% no segundo trimestre comparado ao mesmo período do ano anterior, impulsionada por um aumento de 11% no volume de empréstimos por cliente ativo. Menin destacou que o destaque fica para o crédito consignado privado, considerado uma oportunidade de expansão significativa na penetração de crédito na base de clientes, com planos de aprimoramentos futuros.
A companhia também conquistou reconhecimento por sua excelência no atendimento ao cliente, registrando aumento no engajamento e na oferta de soluções financeiras personalizadas. Em média, o banco registra mais de 22 milhões de logins diários e realiza mais de 32 milhões de transações financeiras por dia. A plataforma de inteligência artificial Seven, voltada ao atendimento ao cliente, conta atualmente com 6 milhões de usuários ativos.
Outro aspecto relevante é o baixo custo de captação de recursos, que permanece em 66% do CDI, um dos mais baixos do setor financeiro brasileiro, sustentado por uma base de clientes engajada e em expansão. A participação do Pix nas transações totais do banco também é expressiva, representando cerca de 9%. Como resultado desse desempenho, a Inter atingiu a marca de R$ 100 bilhões em ativos totais, o que representa seu trimestre mais forte desde a fundação da holding, além de captar depósitos que totalizam R$ 77 bilhões, reforçando sua posição financeira e de mercado.