A Microsoft anunciou que, a partir de novembro, os assinantes do serviço Game Pass, da Xbox, terão um limite de horas de jogo na nuvem, encerrando o período de acesso ilimitado anteriormente oferecido. A mudança, que passa a valer para os planos Essential, Premium e Ultimate, foi justificada pela companhia como uma medida para equilibrar os custos crescentes relacionados ao armazenamento em nuvem, uma das principais infraestruturas do serviço.
O Game Pass é uma plataforma de assinatura que concede acesso a uma vasta biblioteca de jogos por uma taxa fixa mensal. Até então, os usuários podiam jogar na nuvem sem restrições de tempo, independentemente do plano contratado. Com a alteração, o tempo de uso na nuvem passará a ser limitado mensalmente, uma mudança que afetará cerca de 4% dos assinantes, segundo a própria Microsoft. Os limites serão aplicados de forma progressiva e a empresa promete fornecer, em breve, detalhes sobre os valores das horas adicionais, bem como os jogos elegíveis para cada plano e a disponibilidade da novidade em diferentes mercados, incluindo o Brasil.
Para usuários que precisarem de mais armazenamento, a Microsoft oferecerá a possibilidade de adquirir horas extras de forma separada, possibilitando maior flexibilidade sem a necessidade de alterar o plano de assinatura. Além disso, a mudança permitirá que consumidores não assinantes comprem horas avulsas na Loja Xbox, uma alternativa para quem não deseja manter uma assinatura mensal, mas quer jogar na nuvem por períodos específicos.
A Microsoft comunicou que, em novembro, também divulgará informações detalhadas sobre os preços dessas horas adicionais, além de orientações sobre como os usuários poderão monitorar o uso e verificar o tempo restante de jogo na nuvem. A iniciativa visa manter a sustentabilidade do serviço, que tem apresentado custos crescentes devido ao aumento na demanda por jogos em nuvem, especialmente à medida que mais usuários acessam a plataforma por períodos prolongados.
A alteração faz parte de uma estratégia mais ampla adotada pela Microsoft, que vem ajustando suas políticas de cobrança em diversos serviços. Assinantes do GitHub Copilot e do Microsoft 365 Copilot, por exemplo, também passaram a pagar com base no uso, refletindo o aumento dos custos de infraestrutura, impulsionado pelo crescimento na demanda por inteligência artificial e serviços de computação em nuvem. A Microsoft tem buscado, ainda, novas formas de monetização, incluindo testes de publicidade em seu serviço de streaming de jogos, anunciado em julho deste ano.
A mudança no Xbox, embora impacte uma parcela relativamente pequena de usuários, representa uma evolução na política de cobrança da empresa, alinhando-se às tendências do mercado de tecnologia, onde o uso controlado e a cobrança por consumo vêm ganhando espaço. A companhia afirmou que a medida visa garantir a continuidade do serviço de alta qualidade, investindo na confiabilidade e no desempenho do Xbox Cloud Gaming, em um cenário de custos crescentes e demanda crescente por jogos na nuvem.