A lista mais recente dos bilionários brasileiros, divulgada pela Forbes Brasil, trouxe à tona um nome que chamou atenção por sua juventude e patrimônio expressivo: Amélie Voigt Trejes, de 21 anos. Residente de Florianópolis, em Santa Catarina, ela conquistou a posição de bilionária mais jovem do planeta, graças à sua participação acionária na WEG, a maior fabricante de motores elétricos da América Latina.
A fortuna de Amélie Voigt Trejes está avaliada em aproximadamente R$ 5,70 bilhões, o que a coloca entre os 4 mil maiores bilionários do mundo, de acordo com os critérios de riqueza globais. Sua participação na WEG, uma empresa fundada por seu avô, Werner Ricardo Voigt, e que posteriormente contou com a contribuição de outros bilionários como Eggon João da Silva e Geraldo Werninghaus, é o principal motivo de sua fortuna.
Fundada em 1961, a WEG nasceu com o objetivo de produzir motores elétricos. Segundo informações da própria companhia, o início da trajetória ocorreu com um investimento inicial de apenas 3.600 cruzeiros. Nos anos seguintes, a empresa expandiu suas operações, iniciando exportações em 1970 para países da América Central e do Sul, como Guatemala, Uruguai, Paraguai, Equador e Bolívia. Um ano depois, suas ações foram listadas na B3, a bolsa de valores brasileira, marcando um avanço significativo em sua história.
Atualmente, a WEG possui presença global, com filiais em 44 países, incluindo Estados Unidos, Argentina, México e outros 16 mercados ao redor do mundo. Sua receita anual gira em torno de US$ 7 bilhões (aproximadamente R$ 36 bilhões), e seu valor de mercado atingiu R$ 210,9 bilhões. No último exercício, a companhia faturou cerca de R$ 40,8 bilhões, registrando um lucro líquido de R$ 1,56 bilhão no segundo semestre, uma redução de quase 2% em relação ao mesmo período do ano anterior. Contudo, na comparação com o primeiro trimestre deste ano, o lucro apresentou aumento de 7%.
Apesar de sua participação acionária expressiva na WEG, Amélie Voigt Trejes não ocupa cargos executivos ou assentos no conselho administrativo da companhia. Sua atuação se limita à condição de acionista individual, o que demonstra sua posição como herdeira e investidora, sem envolvimento direto na gestão empresarial.
A jovem brasileira desbancou, por pouco, o herdeiro da indústria farmacêutica alemã, Johannes Von Baumbach, na lista de bilionários mais jovens do mundo. Além de Amélie, seus irmãos gêmeos também fazem parte do grupo de acionistas majoritários da WEG, que é frequentemente referida como uma verdadeira “fábrica de bilionários”. A empresa possui, além de Amélie, outros 28 herdeiros bilionários, incluindo nomes como Eduardo Voigt Schwartz, primo das irmãs Lívia e Dora Voigt de Assis, e Mariana Voigt Schwartz Gomes, além de Anne Werninghaus, neta de Geraldo Werninghaus.
A história da WEG, marcada por seu crescimento internacional e forte presença no mercado de motores elétricos, reforça a relevância do patrimônio de Amélie Voigt Trejes, que, aos 21 anos, figura entre os mais jovens e ricos do mundo, consolidando sua posição como uma das principais herdeiras de uma das maiores empresas brasileiras.