A nova aposta da Globo no humor, “Aberto ao Público”, fez sua estreia ontem com a proposta de gerar risadas por meio do improviso. Apresentado por Maurício Meirelles, Bruna Louise, Thiago Ventura e Rodrigo Marques, o episódio inaugural evidenciou que o programa tem um bom potencial, embora uma dose extra de anarquia poderia enriquecer ainda mais o formato.
Os comediantes à frente de “Aberto ao Público” são bastante experientes em improvisação, mas essa habilidade não foi totalmente aproveitada durante a apresentação. Bruna Louise e Thiago Ventura poderiam ter explorado mais seu talento e trazido interações mais divertidas com a plateia, especialmente durante o momento em que anônimos compartilharam fofocas inusitadas em que estiveram envolvidos.
O programa teve seus momentos altos, como a dinâmica “Passa o Telefone”, uma versão atualizada do Web Bullying, que já foi utilizada por Maurício Meirelles em outros formatos. Nela, um convidado famoso, neste caso o ex-jogador Denilson, tem seu celular acessado para uma série de brincadeiras.
Entretanto, um dos aspectos negativos de “Aberto ao Público” foi a tentativa de mimetizar a linguagem das redes sociais na televisão. O uso excessivo de inserções gráficas distraí a audiência do que realmente está acontecendo, e a edição picotada prejudicou o timing de algumas piadas.
De maneira geral, “Aberto ao Público” sinaliza um avanço significativo da Globo ao investir mais em comédia. O programa apresenta qualidades e possui espaço para se aprimorar em uma possível segunda temporada.