Takopi, um polvo rosa vindo do planeta Happy, desembarca na Terra com a missão de espalhar felicidade. No entanto, a jovem humana Shizuka, uma estudante, não demonstra sinais de alegria, mesmo diante dos diversos itens mágicos que ele trouxe. A premissa de “O Pecado Original de Takopi” pode lembrar uma série infantil típica, como ‘Doraemon’ ou ‘Os Padrinhos Mágicos’, mas essa impressão se dissipa instantaneamente ao ser revelado, logo no início, que o anime aborda temas pesados como “suicídio”.
Este anime, que estreia em julho, combina uma estética visual impressionante com uma narrativa densa. O enredo começa a explorar a vida complicada de Shizuka, que enfrenta inúmeros desafios pessoais, acadêmicos e familiares, sob a ótica ingênua do alienígena. Contudo, ao contrário de ser uma narrativa de empoderamento, “Takopi” toma um rumo mais sombrio e trágico.
A história se desenvolve de fato quando Takopi começa a se envolver mais na vida de Shizuka, vivenciando as dificuldades que ela enfrenta. “O Pecado Original de Takopi” é carregado de peso emocional e, mesmo que existam críticas ao desenvolvimento do mangá, o anime serve como um alerta importante sobre questões de saúde mental nas escolas, especialmente no que diz respeito ao bullying.
O primeiro episódio tem 37 minutos, e a decisão de estender sua duração é compreensível, mesmo para quem costuma ser contra estreias com episódios duplos. Se ‘Takopi’ fosse reduzido ao tempo de um episódio comum, a produção seria ainda mais devastadora do que já é. Essa extensão oferece um leve (mas muito leve) vislumbre de esperança para Shizuka, trazendo um alívio a essa narrativa tão intensa.
“O Pecado Original de Takopi” (“Takopi’s Original Sin”) pode ser assistido no Crunchyroll, enquanto o mangá é publicado pela Editora Panini. [Aviso de Gatilho: o anime aborda suicídio e bullying escolar]