O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) comunicou nesta segunda-feira, 14 de outubro, que irá recorrer à Polícia Federal e à Advocacia-Geral da União (AGU) para apurar a disseminação de informações falsas na internet acerca da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2026. A iniciativa visa responsabilizar aqueles que estão espalhando notícias falsas que comprometem a credibilidade e a operação do levantamento, que é fundamental para o mapeamento das condições de saúde da população brasileira.
A instituição identificou um movimento coordenado nas redes sociais que tem divulgado informações distorcidas, alegando, de forma infundada, que a pesquisa estaria sendo utilizada para montar um “banco de DNA estatal”. Tal alegação, segundo o órgão, é completamente falsa e representa uma tentativa de desinformar a sociedade. Em nota oficial, o IBGE reiterou que a pesquisa realiza a coleta de sangue e urina apenas para fins de pesquisa e que todo material biológico será descartado ao final do estudo. A coleta, realizada por profissionais qualificados, tem como objetivo analisar indicadores de saúde, como níveis de glicose, colesterol e creatinina na população, sem qualquer intenção de criar bancos genéticos ou de DNA.
De acordo com o IBGE, a disseminação dessas informações falsas tem causado impacto direto na operação de coleta de dados, prejudicando o andamento do levantamento em todo o país. Por essa razão, a instituição afirmou que é necessário identificar os responsáveis pela circulação dessas fake news, justificando a adoção de medidas legais junto às autoridades federais. A ação visa proteger a integridade do processo de pesquisa e garantir que os dados coletados sejam utilizados de forma ética e transparente.
A Pesquisa Nacional de Saúde de 2026 é a terceira edição do levantamento, cuja realização teve início em julho. O estudo prevê visitar aproximadamente 140 mil domicílios em todo o Brasil, buscando obter informações detalhadas sobre hábitos de vida, acesso a serviços de saúde, além de realizar medições físicas, como peso, altura e aferição da pressão arterial. A coleta de sangue e urina, que abrangerá entre 15 mil e 20 mil pessoas com 35 anos ou mais, será conduzida até o final de novembro.
O órgão destacou que a participação na pesquisa não se limita ao fornecimento de informações por meio de questionários, mas também envolve contribuições essenciais para a elaboração de indicadores de saúde. Essas informações são fundamentais para o planejamento de ações de prevenção, campanhas de vacinação, melhorias nos serviços de saúde e promoção de hábitos alimentares mais saudáveis. O IBGE reforçou que a parceria com o Ministério da Saúde garante a confidencialidade e o uso responsável dos dados coletados, que visam o benefício público e o aprimoramento das políticas de saúde do Brasil.
Ao final, o instituto destacou que a participação na Pesquisa Nacional de Saúde é uma contribuição importante para que o Brasil conheça melhor sua população e possa desenvolver estratégias de cuidado e prevenção mais eficazes, alinhadas às necessidades de seus cidadãos. A iniciativa, que busca fortalecer o sistema de saúde do país, enfrenta atualmente o desafio de combater a desinformação propagada por meio de notícias falsas, motivo pelo qual as ações legais estão sendo tomadas para coibir tais práticas.