O plenário do Senado Federal aprovou nesta terça-feira, 1º de novembro, a indicação do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) para assumir o cargo de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). A votação resultou em 63 votos favoráveis e quatro contrários, encaminhando a nomeação para análise da Câmara dos Deputados. Pacheco foi indicado para substituir Bruno Dantas, que renunciou ao cargo nesta semana. A proposta de decreto legislativo que oficializa a indicação, identificada como PDL 995/2026, foi apresentada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), com o apoio de outros 20 senadores e senadoras, tanto da base governista quanto da oposição.
A indicação de Pacheco ocorre em um momento de transição no TCU, órgão responsável por fiscalizar a gestão dos recursos públicos federais. A substituição de Bruno Dantas, que ocupava o cargo, foi motivada por sua renúncia, abrindo espaço para que o senador mineiro assumisse a vaga. Rodrigo Pacheco, que tem 47 anos, nasceu em Porto Velho, Rondônia, em 1976, e possui formação em direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG). Além disso, é especialista em direito penal econômico internacional e atua como advogado criminalista. Sua trajetória inclui a função de conselheiro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Antes de sua indicação ao TCU, Pacheco teve passagem significativa pelo Legislativo federal, tendo sido deputado federal de 2015 a 2018. Sua atuação mais destacada no Senado inclui duas gestões como presidente da Casa, nos biênios de 2021-2022 e 2023-2024. Sua gestão na presidência do Senado foi marcada por momentos de grande complexidade, incluindo a condução de sessões durante a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, que investigou a crise de oxigênio em Manaus e acelerou os processos de vacinação durante a pandemia, além de enfrentar crises políticas e institucionais de maior relevância.
Durante o debate no plenário, Pacheco destacou a importância de seu papel no Tribunal de Contas, afirmando compreender o impacto de uma instituição dessa magnitude na gestão dos recursos públicos e na implementação de políticas públicas essenciais para a população. Sua fala reforçou o entendimento de que a função de ministro do TCU é fundamental para garantir a transparência e a eficiência na administração pública, especialmente em um momento em que o país enfrenta desafios econômicos e políticos.
A aprovação pelo Senado, com ampla maioria, demonstra a confiança do Congresso na capacidade de Pacheco de exercer a função de ministro do TCU. Agora, a nomeação será submetida à apreciação da Câmara dos Deputados, que deverá votar para ratificar a indicação. A nomeação de Rodrigo Pacheco ao TCU é vista por analistas como uma movimentação estratégica, considerando sua experiência legislativa e sua atuação em momentos de crise, além de reforçar seu protagonismo na política brasileira.