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Formação de Capital Fixo registra alta de 1,2% no segundo trimestre de 2026, aponta IBGE

•Marcos Santos/USP Imagens

A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) do Brasil cresceu 1,2% no segundo trimestre de 2026 em comparação ao primeiro trimestre do mesmo ano, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com o mesmo período de 2025, o aumento foi de 1,4%. Esses números indicam uma retomada na formação de investimentos em bens de capital e refletem mudanças na dinâmica econômica do país, impulsionadas principalmente pelo aumento na importação de bens de capital e pelo desenvolvimento de software.

A divulgação ocorreu nesta terça-feira, dia 1º de agosto, junto com os resultados das Contas Nacionais Trimestrais, que também apontaram um crescimento de 0,5% no Produto Interno Bruto (PIB) no período. O PIB totalizou R$ 3,4 trilhões no segundo trimestre, superando as expectativas do mercado e sinalizando uma leve recuperação econômica após períodos de desaceleração.

O desempenho do PIB foi liderado pelo setor agropecuário, que apresentou avanço de 2,8% no trimestre, refletindo uma expansão significativa na produção agrícola e na agroindústria. Em seguida, os setores de Serviços e Indústria registraram altas de 0,2% e 0,1%, respectivamente, contribuindo para a composição do crescimento econômico do período. Esses resultados indicam uma diversificação na retomada econômica, com destaque para a agropecuária, que tradicionalmente tem forte peso na economia brasileira.

Apesar do crescimento do PIB, o consumo das famílias apresentou queda de 0,4% em relação ao primeiro trimestre de 2026. Entretanto, na comparação com o mesmo período do ano anterior, o consumo das famílias cresceu 0,5%. Já o consumo do governo mostrou alta de 0,4% na mesma comparação trimestral, e de 3,1% em relação ao segundo trimestre de 2025, indicando uma manutenção de gastos públicos em níveis relativamente elevados.

No setor externo, as exportações de bens e serviços tiveram queda de 0,8% no segundo trimestre de 2026 frente ao trimestre anterior, enquanto as importações subiram 1,8%. Na comparação com o segundo trimestre de 2025, ambos os indicadores apresentaram crescimento de 3,8% e 5,5%, respectivamente. Os principais fatores responsáveis por esses movimentos incluem a expansão na importação de veículos automotores, artigos de vestuário e materiais elétricos, além de uma maior extração mineral, produção agropecuária e alimentos, que impulsionaram a demanda interna e externa por esses itens.

A elevação na formação de capital fixo foi influenciada, sobretudo, pela importação de bens de capital, como máquinas e equipamentos utilizados na indústria e na agricultura, além do desenvolvimento de software, que vem ganhando espaço na estratégia de investimentos das empresas brasileiras. Essas tendências refletem uma tentativa de modernização e expansão do parque produtivo nacional, ainda que o consumo das famílias tenha apresentado recuo no período.

Os dados do IBGE reforçam a complexidade do momento econômico brasileiro, marcado por crescimento moderado, com sinais de recuperação em alguns setores e desafios em outros, especialmente no que diz respeito ao comportamento do consumo doméstico e ao desempenho do comércio exterior. A continuidade dessas tendências será fundamental para compreender o ritmo de recuperação econômica do país nos próximos trimestres.

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade