AO VIVO: Rádio JMV
--:--
26°C ☀️ Ensolarado
USD R$ --
BTC $ --
JMV News
Programa Atual
JMV News - Notícias e Atualizações em Tempo Real 24 horas
Grupo Panvel registra lucro de R$ 38,9 milhões no segundo trimestre de 2026, crescimento de 39,1% em relação ao mesmo período de 2025 • Allos registra lucro líquido de R$ 294 milhões no segundo trimestre de 2026, alta de 57,7% em relação ao mesmo período do ano anterior • Revo anuncia aquisição de eVTOLs da Embraer e planeja expansão internacional do serviço de transporte aéreo urbano • Limites jurídicos da atuação de sósias e covers no Brasil em meio a debate sobre direitos de imagem e possíveis crimes • Tupy registra prejuízo de R$ 11 milhões no segundo trimestre de 2026, revertendo lucro do mesmo período do ano anterior • Inação frente às mudanças climáticas pode causar prejuízos de R$ 17,1 trilhões ao PIB brasileiro até 2050 • Magazine Luiza registra prejuízo de R$ 50,4 milhões no segundo trimestre de 2026 • Alpargatas registra lucro líquido de R$ 170 milhões no segundo trimestre, aumento de 95,1% em relação ao ano anterior • Porto Seguro registra lucro líquido de R$ 879,4 milhões no segundo trimestre de 2025 • Início da passagem do ciclone-bomba pelo Sul do Brasil traz risco de eventos climáticos severos • Grupo Panvel registra lucro de R$ 38,9 milhões no segundo trimestre de 2026, crescimento de 39,1% em relação ao mesmo período de 2025 • Allos registra lucro líquido de R$ 294 milhões no segundo trimestre de 2026, alta de 57,7% em relação ao mesmo período do ano anterior • Revo anuncia aquisição de eVTOLs da Embraer e planeja expansão internacional do serviço de transporte aéreo urbano • Limites jurídicos da atuação de sósias e covers no Brasil em meio a debate sobre direitos de imagem e possíveis crimes • Tupy registra prejuízo de R$ 11 milhões no segundo trimestre de 2026, revertendo lucro do mesmo período do ano anterior • Inação frente às mudanças climáticas pode causar prejuízos de R$ 17,1 trilhões ao PIB brasileiro até 2050 • Magazine Luiza registra prejuízo de R$ 50,4 milhões no segundo trimestre de 2026 • Alpargatas registra lucro líquido de R$ 170 milhões no segundo trimestre, aumento de 95,1% em relação ao ano anterior • Porto Seguro registra lucro líquido de R$ 879,4 milhões no segundo trimestre de 2025 • Início da passagem do ciclone-bomba pelo Sul do Brasil traz risco de eventos climáticos severos •

Criminosos roubam mais de R$ 150 milhões de investidores em criptomoedas no primeiro semestre de 2026

•Kanchanara/ Unsplash

Um relatório divulgado nesta semana revela que criminosos já subtraíram mais de R$ 150 milhões (equivalente a aproximadamente US$ 30 milhões) de investidores de criptomoedas em todo o mundo durante os primeiros seis meses de 2026. Os dados indicam um aumento expressivo na frequência e na violência dos ataques contra detentores de criptoativos, refletindo uma tendência de crescimento no número e na gravidade das ações ilícitas no setor.

As informações constam do “2026 Mid-Year Crypto Crime Report”, elaborado pela Chainalysis, uma empresa global especializada em inteligência e investigação em blockchain. Segundo o estudo, o Brasil figura entre os quatro países com maior número de ocorrências registradas desde 2023, ao lado de França, Estados Unidos e Tailândia. A análise aponta que, caso esse ritmo de ataques seja mantido até o final do ano, o volume total roubado poderá superar o registrado em 2025, que foi de aproximadamente US$ 58 milhões (R$ 297 milhões). O relatório reforça que o fenômeno deixou de ser uma questão isolada, passando a afetar diversos mercados de criptomoedas ao redor do mundo.

O valor de US$ 30 milhões representa uma parcela do impacto financeiro total causado pelos ataques, que também incluem invasões residenciais, sequestros e situações de reféns, frequentemente denominados como “ataques de chave inglesa”. Quando considerados também valores exigidos pelos criminosos, tentativas de pagamento não concretizadas, recursos posteriormente congelados e ativos recuperados, o montante total associado às ocorrências chega a cerca de US$ 107 milhões (R$ 550 milhões) nos primeiros seis meses de 2026.

Embora esses números representem uma redução em relação aos US$ 180 milhões registrados em 2025 e aos US$ 316 milhões de 2024, a Chainalysis destaca que esses valores ainda devem ser considerados subestimados, uma vez que muitos casos não são reportados publicamente, dificultando uma avaliação precisa do impacto total. Entre as mudanças mais relevantes apontadas pelo estudo está o perfil das vítimas. Em 2021, familiares e pessoas próximas pouco figuravam entre os alvos, mas, em 2026, eles passaram a representar entre 25% e 30% dos casos registrados, indicando uma ampliação no escopo dos ataques.

No Brasil, o relatório também revela que, entre os casos em que foi possível identificar a residência da vítima, 82% envolveram moradores locais, sugerindo que os ataques tendem a atingir pessoas que vivem no próprio país. Além disso, uma tendência crescente é a invasão de residências, que passou de representar 26% dos casos em 2023 para 37% em 2026, tornando-se uma das modalidades mais frequentes de ataque.

Os sequestros continuam sendo a categoria mais recorrente, respondendo por 52% dos incidentes registrados neste ano. O estudo também observa que algumas ocorrências apresentam características de múltiplas categorias e que diferentes metodologias de classificação podem gerar variações na categorização dos crimes.

Apesar do aumento na quantidade de ataques, a Chainalysis aponta que a proporção de casos que resultam em pagamento efetivo caiu significativamente. Até o final de junho de 2026, apenas 26% das tentativas conhecidas de extorsão (12 de 46 casos) terminaram com a transferência de recursos aos criminosos, uma redução considerável em relação às taxas de 49% em 2025 e 67% em 2024.

O relatório destaca ainda que, embora os ataques tenham se tornado mais sofisticados e violentos, a transparência das blockchains continua sendo um fator importante para as investigações. O monitoramento on-chain permite rastrear o percurso dos ativos roubados, identificar conexões entre carteiras e, em diversos casos, facilitar o congelamento ou a recuperação de recursos, contribuindo para o fortalecimento das ações de autoridades e instituições encarregadas de combater esse tipo de crime.

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade