O general Mário Fernandes, um dos réus do núcleo 2 da conspiração golpista, foi sentenciado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 26 anos e seis meses de prisão. Essa é a segunda maior pena relacionada à tentativa de golpe, superada apenas pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que recebeu uma pena de 27 anos e 3 meses.
Membro das forças especiais do Exército, conhecidos como “kids pretos”, o militar é considerado o arquétipo do plano denominado “Punhal Verde e Amarelo”, que tinha como objetivo assassinar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro Alexandre de Moraes.
A sentença do general foi proferida pelo relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes, e foi aprovada por todos os integrantes da Primeira Turma. Durante um interrogatório no STF em julho, o general, que previamente atuou como secretário executivo da Secretaria-Geral da Presidência, admitiu ser o autor do documento e minimizou o plano, descrevendo-o como um mero “pensamento digitalizado”.
O documento, que foi apreendido pela Polícia Federal (PF), era inicialmente intitulado “Fox_2017.docx” e passou a ser chamado de “Punhal Verde e Amarelo” pelo próprio general. Mário Fernandes está detido desde novembro de 2024.
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