A vereadora Luciana Novaes, declarada morta na segunda-feira (27/4), aos 42 anos, teve a vida marcada por um episódio de violência que ocorreu quando ela tinha apenas 19 anos.
Em 2023, a então estudante de enfermagem foi atingida por uma bala perdida, enquanto estava no campus da Universidade Estácio de Sá, no Rio Comprido, zona norte do Rio. A jovem ficou tetraplégica e passou a precisar de ventilação mecânica para respirar.
Após o acidente, ela se formou em serviço social e passou a militar na defesa de pautas ligadas à inclusão e aos direitos de pessoas com deficiência, dos idosos e da população em situação de vulnerabilidade. Em 2016. foi eleita vereadora pelo Partido dos Trabalhadores (PT) no Rio de Janeiro, onde exerceu três mandatos.
Luciana foi vereadora do Rio de Janeiro
Luciana Novaes
Luciana Novaes ficou conhecida em 2003 após ser baleada em universidade
Ela ficou conhecida pelo alto volume de leis sancionadas. Em 2016, por exemplo, foi campeã de leis aprovadas em primeiro mandato, com mais de 150 fiscalizações. Ao todo, foram quase 200 leis destinadas a minorias.
Em 2022, concorreu ao cargo de deputada federal e obteve mais de 31 mil votos, ficando com a segunda suplência como a segunda mulher mais votada do PT no Rio de Janeiro.
A parlamentar enfrentava problemas de saúde desde o fim de 2025, quando foi internada em estado grave. Segundo a equipe parlamentar, ela sofreu uma “intercorrência súbita e grave, compatível, segundo informações médicas, com rompimento de aneurisma cerebral”, com “piora crítica de seu quadro neurológico”.
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere (PDT), decretou luto de três dias por causa da morte da ex-vereadora. O luto oficial foi publicado em edição extra do Diário Oficial.
Vários políticos lamentaram a perda, como o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ):
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Morte de Luciana Novaes: vereadora ficou tetraplégica após bala perdida