Após ser mencionada na lista dos “melhores lugares para comer em 2026”, a prestigiada revista internacional Condé Nast Traveler, reconhecida no universo do turismo e da gastronomia, voltou a enaltecer Minas Gerais. O estado agora figura entre os melhores destinos do mundo para 2026, ao lado de renomados locais na Europa, Ásia e América Central.
Minas é o único representante brasileiro na seleção. Contrariando a percepção de que o estado se destaca apenas pela sua rica tradição culinária, a revista ressalta Minas Gerais como “um verdadeiro paraíso para os apreciadores do design”, destacando Belo Horizonte como uma “capital em ascensão”.
A Condé Nast Traveler sugere Minas como um destino ideal para os amantes da arte moderna. Apesar de sua localização central no Brasil, o estado ainda é relativamente desconhecido para o público internacional, mesmo abrigando algumas das mais impressionantes obras de arquitetura contemporânea do mundo.
Além de sua capital em crescimento, Minas tem visto o surgimento de novos hotéis e restaurantes que “concorrendo com os melhores do Rio de Janeiro”. Em um contexto mais amplo, a revista caracteriza o Brasil como um país de dimensões continentais, ressaltando sua diversidade de paisagens, que vão desde as praias do Nordeste até os vinhedos do Sul e o Pantanal. Nesse panorama, Minas Gerais é apontada como um dos tesouros mais subestimados do Brasil, especialmente para turistas estrangeiros.
A publicação enfatiza as ricas tradições culinárias, os resquícios da arquitetura colonial e a calorosa hospitalidade como características marcantes do estado, que é um dos maiores do Brasil em área. A Condé Nast Traveler destaca que Belo Horizonte está se tornando um destino imperdível, impulsionado pela cultura dos botecos, onde bares simples e frequentemente pouco conhecidos oferecem comida de alta qualidade e cerveja refrescante, criando uma identidade gastronômica única.
Segundo a revista, influenciados por tendências como a bistronomia de Paris, jovens chefs têm reinventado pratos clássicos em ambientes contemporâneos. Entre os nomes mencionados estão o Bar Pirex, de Caio Soter, e A Porca Voadora, de Bruna Resende. Ao mesmo tempo, a cena artística da capital continua a crescer.
Como exemplo, a Condé Nast cita a Galeria Ficus, um projeto da equipe de arquitetura do Mercado Novo, que se destaca como um centro cultural e gastronômico que transformou a paisagem urbana da cidade na última década. No bairro Savassi, a recém-inaugurada Albuquerque Contemporânea é mencionada como um espaço promissor para a arte contemporânea brasileira, apoiando artistas emergentes como Mateus Moreira e também representando talentos internacionais, como Ana Maria Tavares.
Para a Condé Nast Traveler, essa efervescência cultural coloca Belo Horizonte em sintonia com centros culturais como São Paulo e Rio de Janeiro. A revista também destaca a chegada do primeiro hotel Tribe da rede Accor no Brasil, que foi inaugurado na capital mineira em setembro de 2025.
A cerca de uma hora e meia de carro de Belo Horizonte, o Inhotim, o maior museu a céu aberto da América Latina, é outro ponto importante da lista, considerado imperdível pela revista. O local abriga cerca de 800 obras de mais de 50 artistas de 18 países e celebrará seu 20º aniversário em 2026, com novas exposições programadas para abril e outubro.
Ao final do artigo, a Condé Nast Traveler observa que, embora Belo Horizonte não possua muitos voos internacionais diretos, há boas conexões com cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, com várias partidas diárias disponíveis. Para explorar o Inhotim, a recomendação é alugar um carro, permitindo também a descoberta de cidades menores e rotas gastronômicas pelo estado. A revista aconselha a escolha de um veículo apropriado, já que algumas estradas são de terra. Segundo a publicação, o período entre maio e setembro apresenta temperaturas mais amenas, embora Minas Gerais seja uma opção atraente durante todo o ano.