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Médicos relatam que Bolsonaro enfrentou nova crise de soluços e pressão arterial elevada durante a noite

Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Em um novo comunicado emitido neste domingo (28), os profissionais de saúde que acompanham o ex-presidente Jair Bolsonaro informaram que ele passou a noite anterior lidando com uma nova crise de soluços e um aumento na pressão arterial. Apesar disso, os médicos enfatizaram que, neste momento, seu estado é estável.
“Na noite passada, ele teve uma nova crise de soluços, mesmo após o procedimento realizado, e apresentou elevação da pressão arterial. Atualmente, encontra-se estável e sem soluços”, afirmaram os especialistas.
Na segunda-feira (29), Bolsonaro deverá passar por um procedimento para o bloqueio do nervo frênico esquerdo. No sábado (27), o ex-presidente já havia feito o bloqueio do lado direito. Ele foi internado na quinta-feira (25) para uma cirurgia de hérnia.
“Para amanhã (29), está prevista a continuidade do tratamento, com o bloqueio do nervo frênico esquerdo, para posterior avaliação dos resultados. O paciente deverá seguir com fisioterapia para reabilitação, além de medidas de prevenção contra trombose venosa e cuidados clínicos”, concluíram os médicos.
Internado há quatro dias, Bolsonaro continua em recuperação pós-operatória devido à hérnia, mas enfrenta desconforto por uma crise de soluços. Essas contrações não estão relacionadas à cirurgia, mas levaram à nova intervenção no sábado.
Esse procedimento, conhecido como “bloqueio anestésico do nervo frênico”, envolve a aplicação de anestésico para tentar interromper o movimento que causa os soluços. De acordo com os médicos, a primeira aplicação foi bem-sucedida, mas será necessário monitorar para avaliar sua eficácia no caso de Bolsonaro.
Uma segunda aplicação está agendada para a segunda-feira (29), focando no lado oposto do nervo, já que a primeira etapa foi realizada no lado direito. Essa intervenção não é considerada uma cirurgia e não afeta a previsão de alta do ex-presidente.
A cirurgia de hérnia que Bolsonaro realizou é considerada rotineira e foi feita sob anestesia geral. O objetivo do procedimento é reposicionar a hérnia e fortalecer a área enfraquecida com sutura e a colocação de uma tela, segundo o cirurgião responsável, Cláudio Birolini.
“É um procedimento convencional, que envolve cortes em cada lado da virilha. A hérnia é identificada e reposicionada para dentro. Em seguida, a área enfraquecida é reforçada com sutura e uma tela de material plástico é colocada”, explicou o médico.
De acordo com um laudo da Polícia Federal, a taxa de mortalidade pós-operatória é considerada baixa. No entanto, o documento destaca que a escolha entre tratamento cirúrgico ou conservador deve levar em consideração a relação risco-benefício, avaliando fatores como idade, comorbidades e o desejo do paciente.
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Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade