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No seu primeiro Natal como papa, Leão XIV clama por paz entre Rússia e Ucrânia e recorda o sofrimento em Gaza

1 de 3 O Papa Leão XIV acena para os fiéis após proferir a mensagem Urbi et Orbi da sacada principal da Basílica de São Pedro e abençoar a cidade e o mundo como parte das celebrações de Natal, na Praça de São Pedro, no Vaticano, em 25 de dezembro de 2025. — Foto: Andreas Solaro / AFP

Na quinta-feira (25), o papa Leão XIV fez um apelo à Rússia e à Ucrânia, instando as nações a terem a “coragem” de se engajar em um diálogo “direto” para pôr fim à guerra. Essa súplica foi proferida durante sua mensagem “Urbi et Orbi” (“à cidade e ao mundo”), em seu primeiro Natal como líder da Igreja Católica. “Rezamos especialmente pelo povo ucraniano, que enfrenta tantas dificuldades, desejando que o som das armas cesse e que, com a ajuda da comunidade internacional, as partes encontrem a coragem para dialogar de forma sincera, direta e respeitosa”, afirmou o papa.

Desde a invasão da Ucrânia pela Rússia em fevereiro de 2022, o país aguarda uma resposta de Moscou a um novo plano dos Estados Unidos que visa encerrar o conflito. A última rodada de negociações diretas ocorreu há seis meses e não levou a uma trégua. De acordo com o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, a proposta de Washington sugere o congelamento da linha de frente e a criação de áreas desmilitarizadas.

Durante a Missa do Galo, realizada na Basílica de São Pedro, no Vaticano, Leão XIV ressaltou a vulnerabilidade das populações civis em meio a guerras. “A fragilidade das populações indefesas é palpável, marcadas por conflitos, sejam eles em andamento ou já encerrados, que deixam um rastro de destruição e feridas abertas”, comentou.

O papa também trouxe à tona a crise humanitária em Gaza, que após dois anos de conflito entre o Hamas e Israel, resultou em dezenas de milhares de mortes e deslocou uma grande parte da população. Ele mencionou as “tendas de Gaza, expostas durante semanas à chuva, ao vento e ao frio”, destacando que centenas de milhares de pessoas enfrentam o inverno em condições extremas. “Como podemos ignorar as tendas em Gaza, vulneráveis às intempéries, e os muitos refugiados e deslocados em todo o mundo, ou os abrigos improvisados de milhares de sem-teto em nossas próprias cidades?”, questionou.

Leão XIV comparou a encarnação de Jesus a “uma tenda frágil entre nós” e refletiu sobre a situação dos refugiados, deslocados internos e pessoas sem-teto em várias partes do globo. “Se nos colocássemos verdadeiramente no lugar do sofrimento alheio e nos solidarizássemos com os fracos e oprimidos, o mundo se transformaria”, disse o pontífice. Ele enfatizou que, ao tornar-se humano, Jesus assumiu nossa fragilidade, identificando-se com aqueles que não têm nada ou que perderam tudo, como os habitantes de Gaza; com as vítimas da fome e da pobreza, como o povo do Iémen; e com os que fogem de suas terras em busca de um futuro melhor, como os muitos refugiados e migrantes que atravessam o Mediterrâneo ou viajam pelo continente americano.

O papa também abordou a questão dos jovens forçados a se alistar e reiterou que a paz só pode ser alcançada por meio do diálogo. “A paz se concretizará quando nossos monólogos forem interrompidos e, enriquecidos pela escuta, nos ajoelharmos diante da humanidade do outro”, declarou.

Durante as celebrações, a Basílica de São Pedro estava repleta de fiéis. Mais tarde, sob uma chuva constante, o papa fez a bênção “Urbi et Orbi” de uma galeria com vista para a Praça de São Pedro. Leão XIV ainda dedicou algumas palavras à América Latina e aos migrantes que atravessam o continente em busca de melhores condições de vida, pedindo que os líderes políticos priorizem o diálogo e o bem comum, sem exclusões ideológicas ou partidárias. “Que o menino Jesus inspire aqueles que ocupam cargos políticos na América Latina a promover o diálogo pelo bem comum, em vez de permitir exclusões ideológicas e partidárias”, afirmou após a missa.

O Haiti foi o único país mencionado nominalmente, e o papa pediu o fim de “toda forma de violência, para que o país possa seguir o caminho da paz e da reconciliação”. Eleito em maio, Leão XIV celebrou sua primeira Missa do Galo como papa na noite de quarta-feira, transmitindo uma mensagem de caridade e esperança.
*Com informações das agências Associated Press e Agence France Presse

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade