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Departamento de Justiça do governo Trump classifica como falsas as acusações contra Trump nos arquivos de Epstein

1 de 4 Fotos mostram Epstein ao lado de Michael Jackson e jantar com Bill Clinton e Mick Jagger — Foto: Departamento de Justiça dos EUA

Na terça-feira (23), o Departamento de Justiça dos Estados Unidos declarou que as novas informações provenientes dos arquivos do caso Epstein, divulgadas mais cedo, contêm “alegações infundadas e sensacionalistas” direcionadas ao presidente Donald Trump. No entanto, o órgão não detalhou quais dessas alegações seriam falsas ou quais menções ao presidente se sustentariam como verdadeiras. O bilionário Jeffrey Epstein, que tinha conexões com diversas figuras políticas e celebridades, foi condenado por crimes relacionados à exploração sexual de menores. De acordo com o Departamento de Justiça, que opera sob a administração Trump, mais de 30 mil novos documentos sobre as investigações de Epstein foram liberados nesta terça-feira.

“Esses documentos incluem afirmações falsas e sensacionalistas que foram encaminhadas ao FBI pouco antes das eleições de 2020. Para esclarecer, essas alegações não têm fundamento e, se fossem verdadeiras, já teriam sido utilizadas contra o presidente Trump”, afirmou o comunicado do órgão.

Os novos arquivos incluem uma variedade de materiais, como fotografias, gravações, registros judiciais e centenas de vídeos, incluindo imagens de vigilância de agosto de 2019, período em que Epstein foi encontrado morto em sua cela. A divulgação ocorreu dias após a primeira remessa de documentos, que, na sexta-feira (19), trouxe imagens de celebridades, referências ao Brasil e várias páginas censuradas. O g1 estava analisando os novos documentos até a última atualização desta notícia e promete atualizá-la conforme novas informações surgirem.

O prazo para a publicação completa dos arquivos relacionados ao caso Epstein terminou na última sexta-feira. Recentemente, o Departamento de Justiça foi criticado pela oposição democrata por não ter liberado informações de forma mais ágil e por censurar partes dos documentos. Entre as novas informações, foram reveladas conexões do caso Epstein com o Brasil e imagens de celebridades, mas muitos detalhes permanecem ocultos.

Em novembro, o Congresso dos EUA aprovou um projeto de lei que exige a liberação das informações relacionadas à investigação, o qual foi sancionado pelo presidente Trump. Desde então, mais de 300 mil páginas foram divulgadas, incluindo fotos de Epstein ao lado de figuras notórias como Michael Jackson, Mick Jagger e o ex-presidente Bill Clinton, embora o contexto dessas imagens ainda não tenha sido esclarecido.

O vice-procurador-geral Todd Blanche afirmou à Fox News que o governo planeja liberar centenas de milhares de documentos adicionais, mas não a totalidade dos arquivos relacionados a Epstein. A lei permite que o Departamento de Justiça oculte informações pessoais das vítimas e dados de investigações em andamento, mas proíbe a censura baseada em questões de reputação ou sensibilidade política.

Epstein foi acusado de abusar de mais de 250 meninas menores de idade, e o caso voltou a ser discutido amplamente em 2023, especialmente em relação às promessas de Trump de liberar arquivos secretos. Durante a campanha eleitoral, Trump mencionou várias vezes que tornaria públicos documentos sobre o caso.

Os últimos arquivos também levantaram questões sobre a relação entre Trump e Epstein, com e-mails sugerindo que Trump tinha conhecimento das atividades de Epstein. O presidente, no entanto, classificou as alegações como armadilhas políticas, afirmando que não cometeu nenhum erro. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, defendeu que os documentos evidenciam a inocência do presidente.

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade