O IGP-10 (Índice Geral de Preços-10) apontou uma elevação de 0,04% no mês de dezembro, após um aumento de 0,18% em novembro, e finalizou o ano apresentando deflação no acumulado de 12 meses. Os dados divulgados pela FGV (Fundação Getulio Vargas) nesta segunda-feira (15) revelam que o índice teve uma redução de 0,76% nos 12 meses até dezembro, após um crescimento de 6,61% em 2024. Em 2023, o IGP-10 também concluiu o ano com uma deflação de 3,56%.
A previsão da pesquisa realizada pela Reuters para a variação mensal era de um aumento de 0,05%. O IPA-10 (Índice de Preços ao Produtor Amplo), que representa 60% do índice geral e mede a flutuação dos preços no atacado, apresentou uma queda de 0,03% em dezembro, após uma alta de 0,15% no mês anterior, encerrando o ano com uma deflação acumulada de 2,87%, influenciada tanto por produtos agropecuários quanto industriais.
“Esse resultado é reflexo de boas colheitas e da sensibilidade às commodities internacionais, que ajudaram a reduzir os preços dos alimentos e impactaram os produtos processados, resultando em uma variação de apenas 0,7% na indústria de transformação, bem abaixo dos 5,28% registrados em 2024”, apontou Matheus Dias, economista do FGV IBRE.
O IPC-10 (Índice de Preços ao Consumidor), que compõe 30% do índice geral, teve um aumento de 0,21% em dezembro, mantendo a mesma taxa do mês anterior e acumulando um avanço de 4,01% no ano. “A habitação teve um impacto significativo, influenciada pela volatilidade das tarifas de energia elétrica residencial; caso não houvesse uma desaceleração nos preços de alimentos e transporte no segundo semestre, o IPC poderia ter superado os índices de 2024”, complementou Dias.
Por outro lado, o INCC-10 (Índice Nacional de Custo da Construção) subiu 0,22% em dezembro, após um aumento de 0,30% em novembro. No acumulado de 12 meses, o índice teve um crescimento de 6,18%. O IGP-10 avalia os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês atual.