A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou, na última quarta-feira, dia 16 de novembro, a lista dos 42 trabalhos que foram classificados como Destaques Regionais na 13ª edição da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma). Esses trabalhos, escolhidos por comissões avaliadoras compostas por profissionais de diversas áreas, avançam automaticamente para a etapa nacional da competição, cujo evento de premiação está agendado para 30 de novembro, no Campus Manguinhos, localizado na sede da Fiocruz, no Rio de Janeiro.
A seleção dos trabalhos destacou diferentes abordagens para questões ambientais, sociais e de saúde, sempre a partir do olhar e das experiências dos próprios estudantes. As comissões responsáveis pela avaliação foram formadas por uma equipe multidisciplinar que incluiu pesquisadores, professores, jornalistas, designers, cineastas e outros profissionais de diferentes áreas do conhecimento, garantindo assim uma análise plural e abrangente dos projetos submetidos.
Segundo Cristina Araripe, coordenadora nacional da Obsma e responsável pela Divulgação Científica na Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (Vpeic) da Fiocruz, essa iniciativa é de grande importância para aproximar a ciência do ambiente escolar. Ela reforça a ideia de que a Olimpíada incentiva a participação de meninas e meninos no universo científico, valorizando a curiosidade, a criatividade e o protagonismo dos estudantes. Para Cristina, a Obsma contribui para formar uma nova geração de cidadãos capazes de compreender os desafios sociais e ambientais do país e de propor soluções fundamentadas na ciência.
Na edição atual, que corresponde ao biênio 2025–2026, participaram aproximadamente 9 mil estudantes e cerca de 3 mil professores de escolas públicas e privadas de todos os estados brasileiros. Ao todo, foram inscritos cerca de 1,5 mil trabalhos distribuídos nas categorias de Produção Audiovisual, Produção de Texto e Projeto de Ciências. Essas categorias oferecem diferentes possibilidades para que os estudantes expressem suas reflexões, investigações e conhecimentos, seja por meio de linguagens visuais, textuais ou projetos de pesquisa.
A realização da Olimpíada pela Fiocruz ocorre a cada dois anos e tem como objetivo promover o contato dos estudantes com temas relevantes para a saúde e o meio ambiente, estimulando o pensamento crítico e a participação cidadã. A edição atual, que contempla o período 2025–2026, está em fase de divulgação dos trabalhos que receberam Menção Honrosa, além dos 42 projetos classificados como Destaques Regionais.
O resultado completo, incluindo os nomes das escolas e os trabalhos selecionados por cada região do país, está disponível no Campus Virtual da Fiocruz, proporcionando transparência e acessibilidade às informações sobre a competição. A iniciativa reforça o compromisso da Fundação com a educação científica e a formação de uma sociedade mais consciente e participativa frente aos desafios ambientais, sociais e de saúde que o Brasil enfrenta atualmente.