Nesta quinta-feira, 17 de novembro, a Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Conexão Paralela, uma ação destinada a combater a entrada clandestina de produtos eletrônicos no território brasileiro. A operação envolve o cumprimento de seis mandados de busca e apreensão nas cidades do Rio de Janeiro e Maricá, ambas situadas na região metropolitana do estado. Os mandados foram expedidos como parte de uma investigação que aponta a participação de um grupo responsável pelo ingresso ilegal de eletrônicos, especialmente smartphones, no país, sem o pagamento dos devidos impostos de importação.
De acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o núcleo responsável por essa atividade ilícita estaria sob o comando de um policial militar, o que evidencia a complexidade e a possível conivência de agentes públicos com o esquema. A operação busca apreender evidências relacionadas às atividades ilegais e aprofundar as investigações sobre a cadeia de distribuição dos produtos, que, segundo apurações, movimentou aproximadamente R$ 60 milhões nos últimos anos. Essa quantia reflete a magnitude do esquema de revenda clandestina, que prejudica a arrecadação de impostos e a concorrência no mercado formal de eletrônicos.
Os produtos apreendidos, sobretudo smartphones, eram introduzidos no Brasil sem o pagamento das taxas de importação devidas, configurando crime de descaminho. Os investigados, cuja identidade ainda não foi divulgada, podem responder pelos crimes de associação criminosa e descaminho, além de outras infrações relacionadas à entrada ilegal de mercadorias. A operação faz parte de uma estratégia contínua da Polícia Federal para combater o contrabando e assegurar o cumprimento das normas aduaneiras e fiscais no país.
A ação também reforça o compromisso das autoridades brasileiras no combate às atividades ilícitas que prejudicam a economia formal e facilitam a entrada de produtos de origem duvidosa no mercado consumidor. A Polícia Federal continuará a apurar os envolvidos e a atuar na repressão de crimes que envolvem a entrada clandestina de eletrônicos, contribuindo para a manutenção da legalidade e da concorrência justa no setor de tecnologia e eletrônicos no Brasil.