A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou, nesta quarta-feira (2), a interdição cautelar da água mineral sem gás da marca Vitoriosa, após a detecção de coliformes totais em análise microbiológica. A medida, publicada no Diário Oficial da União (DOU) na mesma data, visa proteger a saúde pública e impede a comercialização e o consumo do produto até que sejam concluídas novas avaliações que garantam sua segurança.
A fiscalização foi motivada por um laudo emitido pelo Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels, vinculado ao Conselho de Saúde do Estado do Rio de Janeiro (CRF/RJ). O resultado do exame revelou a presença de coliformes totais em uma amostra de 250 mililitros do produto, indicando risco potencial à saúde dos consumidores. Os coliformes totais são indicadores microbiológicos utilizados para aferir a qualidade microbiológica da água, uma vez que sua presença sugere contaminação por matéria orgânica ou fontes de contaminação fecal.
A água interditada é produzida pela GEPF Agroindústria Ltda, uma empresa localizada em Engenheiro Paulo de Frontin, no estado do Rio de Janeiro. O número do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) da fabricante é 08.144.303/0001-90. A interdição cautelar foi estabelecida com base na Resolução 3.441/2026, que autoriza a suspensão temporária da comercialização de produtos considerados potencialmente perigosos à saúde enquanto são realizados novos testes, análises e investigações para determinar a segurança do produto.
A medida preventiva tem como objetivo primordial evitar que consumidores sejam expostos a riscos de doenças relacionadas à ingestão de água contaminada, especialmente em situações onde há suspeitas de contaminação microbiológica. A Anvisa esclarece que a interdição permanecerá vigente enquanto a fabricante não apresentar resultados que comprovem a segurança do produto, bem como enquanto forem realizadas as diligências necessárias para a investigação do caso.
A agência reguladora também informou que entrou em contato com a GEPF Agroindústria Ltda para solicitar esclarecimentos e aguarda o posicionamento oficial da empresa. A medida adotada pela Anvisa reforça o compromisso do órgão com a fiscalização rigorosa e a proteção da saúde pública, sobretudo em relação a produtos considerados essenciais, como a água mineral, que é consumida por grande parte da população brasileira.
Até o momento, não há informações sobre possíveis ações de recolhimento do produto ou sobre a quantidade de água afetada pela interdição. A Anvisa continuará monitorando a situação e poderá adotar novas medidas caso sejam necessárias, incluindo a realização de novas inspeções e análises laboratoriais para garantir a segurança do produto no mercado.