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Especialistas em hepatologia abordam as causas da gordura hepática

Mohammed Haneefa Nizamudeen/Getty Images

A condição conhecida como gordura no fígado, ou doença hepática gordurosa, está se tornando cada vez mais prevalente globalmente. Este distúrbio ocorre quando há um acúmulo excessivo de lipídios nas células hepáticas, o que pode comprometer a função do fígado e levar a problemas mais sérios.

A hepatologista Vivianne Melo, da clínica AMO em Salvador, destaca que essa condição está intimamente relacionada a alterações no metabolismo. Ela observa que o aumento dos índices de obesidade na população tem contribuído para a maior incidência desse problema. Essa situação é preocupante, pois pode causar inflamação hepática, fibrose e, em casos mais severos, cirrose ou câncer.

O hepatologista Adriano Moraes, do Hospital Santa Lúcia Sul, reforça que o excesso de peso é um dos principais fatores que contribuem para o acúmulo de gordura no fígado. “A relação entre sobrepeso e gordura hepática é muito forte, especialmente quando existe a resistência à insulina, que facilita esse acúmulo”, afirma ele.

Além disso, doenças como diabetes, hipertensão e colesterol elevado, que fazem parte da síndrome metabólica, aumentam o risco de desenvolvimento dessa condição. Hábitos de vida também têm um papel importante nesse cenário; dietas ricas em açúcares, carboidratos refinados e gorduras saturadas, aliadas ao sedentarismo, favorecem o acúmulo de gordura no fígado.

Embora muitas pessoas pensem que a gordura no fígado esteja relacionada apenas ao consumo de álcool, especialistas alertam que essa condição pode ocorrer em indivíduos abstêmios. No entanto, o álcool continua a ser um fator significativo, pois seu consumo frequente pode aumentar o risco de complicações. Vivianne Melo explica que “o álcool pode, por si só, causar gordura no fígado, e é comum que ele esteja associado a fatores metabólicos, elevando assim o risco de cirrose e câncer hepático”.

Um dos principais desafios dessa doença é que, em suas fases iniciais, frequentemente não apresenta sintomas, e o diagnóstico é feito acidentalmente durante exames de rotina. Adriano Moraes explica que, quando os sintomas se manifestam, geralmente indicam estágios mais avançados da condição. “Na maioria dos casos, a gordura hepática é silenciosa e é identificada em exames. Os sintomas costumam surgir apenas nas fases mais avançadas”, diz ele.

Entre os sinais que podem aparecer em estágios tardios estão fadiga, falta de apetite, náuseas e, em casos mais graves, icterícia (amarelamento da pele e dos olhos). Se não tratada, a esteatose pode progredir para inflamação do fígado, fibrose e cirrose. Essa condição também é considerada uma das principais causas de câncer hepático e a necessidade de transplante de fígado.

Ademais, indivíduos com gordura no fígado enfrentam um risco cardiovascular elevado devido a alterações metabólicas associadas, como diabetes e colesterol alto. Os especialistas ressaltam a importância de mudanças no estilo de vida para prevenir e gerenciar essa condição.

Entre as principais recomendações estão: [lista de recomendações]. A gordura no fígado, embora muitas vezes passe despercebida, pode levar a consequências graves se não for tratada. Por isso, é fundamental estar atento aos fatores de risco e manter um acompanhamento médico regular.

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Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade