O governo brasileiro expressou, nesta quarta-feira (26), seu pesar pelas mortes e pelos prejuízos causados por deslizamentos de terra e inundações ocorridos no Nepal e na Região Administrativa Autônoma do Tibete, na China. As tragédias, que resultaram em pelo menos 157 óbitos e centenas de desaparecidos, tiveram origem em eventos naturais associados ao acúmulo de gelo, rochas e água, agravados por chuvas intensas na região.
Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) informou que, até o momento, não há registro de cidadãos brasileiros entre as vítimas dessas calamidades. O Itamaraty reforçou seu compromisso de acompanhar de perto os desdobramentos da situação e garantiu que as embaixadas do Brasil em Katmandu, capital do Nepal, e em Pequim, na China, estão monitorando os acontecimentos com atenção. Essas representações diplomáticas estão à disposição para prestar assistência consular a brasileiros que possam estar na região afetada ou em situação de emergência.
O documento do MRE também disponibilizou contatos de emergência para brasileiros na área. Para aqueles que se encontram na Região Administrativa Autônoma do Tibete, na China, o telefone do plantão consular na Embaixada do Brasil em Pequim é +86 138 0121 0722. Já para brasileiros no Nepal, o contato de emergência é o telefone +977 9801032381, na Embaixada do Brasil em Katmandu. Essas linhas visam oferecer suporte imediato a cidadãos brasileiros que possam necessitar de auxílio durante a crise.
As imagens captadas por câmeras de segurança revelaram o momento de pânico vivido por moradores locais, enquanto uma avalanche de lama, água, árvores e destroços arrastava prédios e pontes em um vale na região de Rasuwa, no Himalaia. Essa área fica na fronteira entre o Nepal e o condado de Gyirong, na China, na região do Tibete. O porto de Gyirong também foi destruído pelo desastre, agravando ainda mais as dificuldades de acesso e comunicação na área afetada.
Segundo informações preliminares, a avalanche foi provocada pelo acúmulo de grandes volumes de gelo, rochas e água, resultado de chuvas intensas que atingiram a região nas últimas semanas. Esses fenômenos naturais têm sido associados ao aumento das temperaturas na região do Himalaia, que contribuem para o derretimento de geleiras e o aumento do risco de deslizamentos e avalanches em áreas de relevo acentuado.
As tragédias reforçam a vulnerabilidade de regiões montanhosas sujeitas a eventos climáticos extremos, especialmente em um contexto de mudanças climáticas globais. Autoridades locais e internacionais continuam acompanhando a situação para oferecer suporte às populações afetadas e avaliar possíveis ações de mitigação de riscos futuros.