Ex-zagueiro do Inter, Mauro Galvão tinha apenas 17 anos quando ajudou o time gaúcho a conquistar, de forma invicta, o Campeonato Brasileiro de 1979. Pelo Colorado, foi ainda tetracampeão gaúcho (1981–1984), entre outros títulos. Já com a camisa da Seleção Brasileira, o atleta conquistou a medalha de prata nas Olimpíadas de 1984, além de vestir a Amarelinha nas Copas do Mundo de 1986 e 1990.
Em entrevista para a TV Inter, em um programa especial com ex-atletas do Inter que defenderam a Seleção em Mundiais, Mauro Galvão falou sobre o Brasileirão de 79, entre outros assuntos. “Fico muito contente, muito satisfeito, de ter começado no Internacional, conquistado esse título inédito. Muita gente não fala sobre isso, mas o Inter é o único campeão brasileiro invicto, né? Não tem outro clube. Então, acho que isso aí é uma coisa que às vezes passa um pouco batido, mas quem jogou não esquece. É um time incrível. Se me perguntarem sempre, eu acho que, se Deus quiser, eu nunca vou esquecer essa escalação. É uma coisa que marca muito”, disse.
Começando no Inter como quarto zagueiro, atuando na lateral-esquerda, Mauro Galvão jogou em diversas posições no time ao longo de 7 anos, e contou uma curiosidade sobre seu início no time titular. “A única posição que eu não tinha jogado na minha carreira foi a posição que eu comecei jogando no Inter. Eu sempre joguei de lateral-direito, zagueiro pela direita e, às vezes, até de volante, e acabei entrando na única posição que eu nunca tinha jogado. Claro que eu treinei depois, lógico, mas como é o futebol, né? Às vezes, as pessoas pensam que é tudo certinho e não é tão certinho quanto parece. Às vezes, tem algumas coisas que a gente tem que improvisar e tem que dar certo.”
Sobre a expectativa em relação ao Brasil na Copa do Mundo deste ano, Mauro afirmou: “O meu desejo é ver um time forte, brigando, com velocidade lá na frente, com jogadores que se movimentem bastante. Não com jogadores muito fixos, que isso aí não dá. Tem que ser com jogadores com mobilidade para dificultar a marcação para o adversário, então eu acho que é isso que é importante.”