A Justiça de São Paulo autorizou a venda eletrônica de um imóvel avaliado em R$ 35 milhões, em meio a um conflito judicial entre a apresentadora Ana Hickmann e seu ex-marido, Alexandre Corrêa, envolvendo questões de dívidas e divisão de bens. A mansão de luxo localizada em Itu (SP) será leiloada após um impasse sobre a venda direta do imóvel, que também é parte da partilha de bens e foi utilizado como garantia em um processo de cobrança.
A decisão foi tomada pela 44ª Vara Cível do Foro Central do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), que destacou a falta de acordo entre as partes sobre a venda particular da propriedade. O leilão eletrônico foi escolhido para garantir maior transparência e ampliar as oportunidades de venda. O lance inicial foi estipulado em R$ 35 milhões, e o pagamento deve ser feito à vista, no prazo de 24 horas após a arrematação, acrescido de uma comissão de 5% destinada ao leiloeiro.
Conforme o despacho judicial, se o valor obtido no leilão superar a dívida reconhecida, o excedente deverá ser devolvido aos proprietários. Caso contrário, outros bens poderão ser oferecidos como garantia para a quitação da dívida. Com mais de 6 mil metros quadrados, a mansão estava à venda desde 2024 por cerca de R$ 40 milhões, com o objetivo de saldar débitos atribuídos a Corrêa. Contudo, a negociação foi bloqueada após a defesa do empresário alegar que ele não foi consultado sobre a venda, uma vez que ambos são coproprietários.
O leilão é resultado de uma ação de cobrança movida por credores da Hickmann Serviços Ltda., empresa associada à apresentadora, com uma dívida original em torno de R$ 750 mil. A assessoria de Ana Hickmann comunicou que Corrêa teria agido de forma isolada em negociações financeiras e reconhecido a dívida sem questionar possíveis irregularidades contratuais. A defesa de Hickmann argumenta ainda que usar o imóvel valioso como garantia para um débito bem menor é um excesso.
Por outro lado, os advogados de Alexandre Corrêa defendem que a dívida é válida e reconhecida pela Justiça, ressaltando que o montante aumentou devido a juros e correção monetária. Essa situação faz parte de uma série de disputas judiciais entre Ana Hickmann e Corrêa desde o término do relacionamento, abrangendo diversas questões na esfera cível. Até o presente momento, o Tribunal de Justiça de São Paulo não emitiu uma nota oficial além do despacho que autorizou o leilão.
O processo está tramitando exclusivamente na Justiça estadual, sem envolvimento da Justiça Federal, pois trata-se de uma cobrança entre particulares relacionada à partilha de bens. O leilão eletrônico se apresenta, por enquanto, como a principal estratégia para resolver esse impasse, com a possibilidade de acompanhamento público pelos interessados nas plataformas designadas pelo tribunal.