Luiz Eduardo Baptista, presidente do Flamengo, revelou que o projeto do novo estádio no terreno do Gasômetro progrediu em termos de segurança jurídica e planejamento financeiro. A declaração foi feita durante uma reunião com sócios na sede da Gávea, na última terça-feira (23). Entretanto, o próximo estágio do projeto pode levar até quatro anos para ser concluído.
De acordo com Baptista, o clube já possui a documentação da posse do terreno adquirido em 2024 e ajustou os custos após análises da FGV. Ele também mencionou a intenção de criar uma reserva financeira antes de tomar decisões sobre o modelo da construção, enquanto aguarda a saída da empresa Naturgy, um passo essencial para a completa descontaminação da área.
“Agora temos um prazo mais longo e um compromisso formalizado; o terreno do Gasômetro é do Flamengo. Os estudos da FGV contribuíram para ajustar o projeto e os custos relacionados. Vamos estabelecer uma poupança inicial para que, no momento apropriado, possamos decidir sobre a construção do estádio. O próximo passo é a saída da Naturgy, que pode levar até quatro anos. Nossa expectativa é que isso ocorra o mais rápido possível. Somente após a saída deles poderemos realizar uma descontaminação mais profunda da área”, explicou Baptista.
O terreno do Gasômetro foi adquirido pelo Flamengo em 2024, durante a gestão anterior de Rodolfo Landim, que havia planejado a inauguração do estádio para o dia 15 de novembro de 2029, data que marca o 127º aniversário do clube. No entanto, essa ideia foi descartada com a nova administração de Luiz Eduardo Baptista, que não quer que a construção do estádio comprometa o desempenho esportivo do Flamengo.
Segundo as análises da FGV e da Arena, o Flamengo pode reduzir o custo do projeto, que inicialmente ultrapassava R$ 3 bilhões, para aproximadamente R$ 2,2 bilhões.