O português Leonardo Jardim, que assumiu o comando do Cruzeiro durante a maior parte da temporada de 2025, foi trazido para o clube sob a administração de Pedro Lourenço e Alexandre Mattos. Jardim chegou para substituir Fernando Diniz, trazendo consigo uma carreira de destaque com passagens por clubes como Monaco (França), Sporting (Portugal), Olympiacos (Grécia) e Al-Hilal (Arábia Saudita).
Entretanto, ele não era a primeira escolha da diretoria na época. Isso foi confirmado pelo próprio Mattos, atual diretor-executivo do Santos. Segundo ele, o nome que estava em destaque após a saída de Diniz era o do argentino Juan Pablo Vojvoda, ex-técnico do Fortaleza e que hoje também trabalha no Santos.
“Fizemos um levantamento e surgiram vários nomes, alguns deles já estavam em atividade. ‘Será que conseguimos?’. Um dos nomes que consideramos foi o Vojvoda, que atualmente é meu colega. Não chegamos a contatá-lo, mas ele estava na lista de candidatos”, contou ao canal Denílson Show, no YouTube.
Mattos também mencionou que a possibilidade de trazer Jardim surgiu a partir de uma ligação do empresário Paulo Pitombeira. O acerto foi rápido, pois o treinador estava interessado em viver uma experiência no futebol sul-americano.
“É comum que, quando um clube está sem treinador, empresários façam contatos. Numa dessas conversas, Paulo Pitombeira sugeriu: ‘Por que não tentamos o Léo Jardim?’. Eu respondi que ele já havia recusado propostas do Brasil várias vezes, incluindo do Flamengo, e estava jogando em Dubai, onde provavelmente ganhava um salário considerável”, explicou.
“Agendamos uma reunião via Zoom para o dia seguinte, que deveria durar meia hora, mas acabou se estendendo para uma hora. Ao final, sentimos uma boa conexão. Esperei o retorno do Pitombeira, que me informou que, se chegássemos a um acordo, Jardim estaria disposto a aceitar. Ele revelou que estava insatisfeito com algumas promessas não cumpridas em seu atual clube e queria uma nova experiência na América do Sul”, detalhou.
Jardim foi oficialmente apresentado ao Cruzeiro no dia 4 de fevereiro, após a saída de Fernando Diniz. Durante sua passagem, ele comandou a equipe em 55 partidas oficiais, conquistando 26 vitórias, 18 empates e 11 derrotas, resultando em um aproveitamento de 58,18%.
Sob sua liderança, o time mineiro teve um desempenho notável na Série A do Campeonato Brasileiro, terminando na terceira posição com 70 pontos, apenas nove a menos que o campeão Flamengo. O sucesso do Cruzeiro garantiu a classificação direta para a fase de grupos da Copa Libertadores do próximo ano.
Por outro lado, a equipe enfrentou algumas decepções, sendo eliminada na semifinal do Campeonato Mineiro, na primeira fase da Copa Sul-Americana e na semifinal da Copa do Brasil.