Nesta terça-feira (23), o dólar apresentou uma queda de 0,95%, fechando a R$ 5,5307. Em contraste, o Ibovespa, o principal índice da bolsa de valores brasileira, subiu 1,38% por volta das 17h, alcançando 160.321 pontos.
Apesar de um calendário mais tranquilo na proximidade do Natal, o dia foi marcado por informações significativas para os mercados e um aumento no apetite por risco. A prévia da inflação brasileira e os dados da atividade econômica nos Estados Unidos influenciaram a psicologia dos investidores.
No Brasil, o IPCA-15 registrou uma alta de 0,25% em dezembro, acumulando um aumento de 4,41% em 12 meses, permanecendo dentro do limite da meta de inflação estabelecida pelo Banco Central. Esse resultado ficou ligeiramente abaixo das expectativas do mercado, que projetava um aumento de 0,27% no mês e 4,43% no ano.
Nos Estados Unidos, o Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre cresceu a uma taxa anualizada de 4,3%, superando a previsão de 3,3%. Também foram divulgados dados sobre a produção industrial de novembro e indicadores de confiança do consumidor, que ajudam a medir o desempenho da economia.
No cenário internacional, o preço do ouro ultrapassou US$ 4.500 por onça, após alcançar um recorde de US$ 4.497,55. A valorização do metal precioso já ultrapassa 70% no ano, impulsionada pela busca por ativos seguros, expectativas de reduções nas taxas de juros nos EUA, compras de bancos centrais e um movimento de desdolarização.
A bolsa brasileira não operará na quarta (24) e na quinta-feira (25), o que encurta a semana de negociação e tende a diminuir a participação dos investidores. Assim, a expectativa é de menor liquidez nos próximos dias, um cenário que geralmente amplifica as flutuações de preços.
Bolsas globais
Os índices de Wall Street abriram em baixa nesta terça-feira, após dados econômicos mais robustos do que o esperado elevarem os rendimentos dos Treasuries, impactando as ações do setor tecnológico. O Dow Jones Industrial Average caiu 0,13%, atingindo 48.299,87 pontos. O S&P 500 registrou uma perda de 0,07%, a 6.873,80 pontos, enquanto o Nasdaq Composite recuou 0,09%, para 23.407,70 pontos.
Por outro lado, os mercados europeus encerraram o dia em alta, com o índice regional alcançando um novo recorde, impulsionado pelo setor de saúde. A Novo Nordisk destacou-se ao disparar após obter aprovação nos EUA para seu medicamento oral para perda de peso, solidificando sua posição na competitiva área de tratamentos contra obesidade.
No fechamento, o índice pan-europeu STOXX 600 subiu 0,4%, alcançando 588,81 pontos. Em Londres, o Financial Times avançou 0,24%, atingindo 9.889,22 pontos; em Frankfurt, o DAX cresceu 0,22%, chegando a 24.337,08 pontos; enquanto o CAC 40 em Paris registrou uma leve queda de 0,21%, a 8.103,85 pontos.
Em Milão, o FTSE/MIB teve um aumento de 0,03%, alcançando 44.606,58 pontos; em Madri, o Ibex 35 subiu 0,14%, a 17.182,80 pontos; e em Lisboa, o PSI20 caiu 0,27%, para 8.169,20 pontos.
As bolsas asiáticas apresentaram resultados mistos. Na China, os índices subiram levemente, impulsionados pela valorização das ações de metais não ferrosos, em meio ao aumento do preço do ouro para patamares recordes. Também houve avanços no setor de semicondutores, após notícias de que a Nvidia planeja enviar chips mais potentes para clientes chineses antes do Ano Novo Lunar.
Em contrapartida, Hong Kong viu uma queda, pressionada por perdas em empresas de tecnologia, como a Kuaishou, que sofreu um ataque cibernético. No fechamento, o índice de Xangai subiu 0,07%, a 3.919 pontos, e o CSI300 avançou 0,20%, a 4.620 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng caiu 0,11%, para 25.774 pontos.
Outros mercados asiáticos tiveram desempenhos positivos: o Nikkei, no Japão, ficou estável em 50.412 pontos; o Kospi, na Coreia do Sul, subiu 0,28%, a 4.117 pontos; o Taiex, em Taiwan, avançou 0,57%, a 28.310 pontos; e o Straits Times, em Cingapura, registrou um aumento de 0,62%, a 4.638 pontos.