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Cotação do dólar recua para R$ 5,53 enquanto prévia da inflação brasileira e PIB dos EUA são divulgados; Ibovespa registra alta

1 de 1 Funcionário de banco em Jacarta, na Indonésia, conta notas de dólar, em 10 de abril de 2025. — Foto: Tatan Syuflana/ AP

O dólar encerrou o dia em queda de 0,95% nesta terça-feira (23), fechando a R$ 5,5307. Em contrapartida, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, apresentou um aumento de 1,38% por volta das 17h, alcançando 160.321 pontos.

Apesar da agenda enxuta devido à proximidade do Natal, o dia foi marcado por informações significativas para os mercados, que demonstraram um maior apetite por risco. Os dados sobre a prévia da inflação no Brasil e os indicadores de atividade econômica dos Estados Unidos influenciaram o sentimento dos investidores.

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▶️ No Brasil, o IPCA-15, que serve como prévia da inflação, subiu 0,25% em dezembro, acumulando uma alta de 4,41% nos últimos 12 meses, mantendo-se dentro do limite da meta de inflação estabelecido pelo Banco Central. O resultado, no entanto, foi ligeiramente inferior às expectativas do mercado, que previa um aumento de 0,27% para o mês e 4,43% para o ano.

▶️ Nos Estados Unidos, o PIB do terceiro trimestre cresceu a uma taxa anualizada de 4,3%, superando a estimativa de 3,3%. Também foram divulgados dados sobre a produção industrial de novembro e índices de confiança do consumidor, que ajudam a medir o desempenho econômico.

▶️ No cenário internacional, o preço do ouro ultrapassou a marca de US$ 4.500 por onça, atingindo um recorde de US$ 4.497,55. A valorização anual já ultrapassa 70%, impulsionada pela busca por proteção, expectativa de cortes nas taxas de juros nos EUA, compras de bancos centrais e um movimento em direção à desdolarização.

▶️ A bolsa brasileira não terá negociações amanhã (24) e na quinta-feira (25), o que reduz a atividade na semana e tende a diminuir a participação dos investidores. Isso pode resultar em menor liquidez nos próximos dias, um cenário que normalmente intensifica as oscilações dos preços.

A seguir, veja como esses aspectos impactam o mercado:

💲Dólar
Acumulado da semana: +0,03%;
Acumulado do mês: +3,67%;
Acumulado do ano: -10,50%.

📈Ibovespa
Acumulado da semana: +0,21%;
Acumulado do mês: -0,58%;
Acumulado do ano: +31,47%.

Prévia da inflação
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que é uma prévia da inflação oficial do país, registrou um aumento de 0,25% em dezembro, conforme dados divulgados nesta terça-feira pelo IBGE. Em dezembro de 2024, o índice havia tido uma alta de 0,34%.

Com esse desempenho, o IPCA-15 encerra o ano com uma inflação acumulada de 4,41%, mantendo-se dentro do intervalo da meta estabelecida pelo Banco Central. O resultado de dezembro ficou 0,05 ponto percentual acima da taxa de novembro, que foi de 0,20%. Embora tenha apresentado um aumento, o número ficou ligeiramente abaixo das previsões do mercado, que esperavam um crescimento de 0,27% no mês e de 4,43% no acumulado em 12 meses.

Dos nove grupos de produtos e serviços que compõem o indicador, sete mostraram aumentos de preços em dezembro. O grupo Transportes apresentou o maior avanço, com uma alta de 0,69% no mês, contribuindo com 0,14 ponto percentual para o resultado total. Por outro lado, o grupo Artigos de Residência teve uma queda de 0,64%, subtraindo 0,02 ponto percentual do índice. Este foi o quarto recuo consecutivo nos preços médios desse grupo, ajudando a limitar um aumento mais significativo da inflação no período.

Veja a seguir a variação dos grupos em dezembro:
– Alimentação e bebidas: 0,13%
– Habitação: 0,17%
– Artigos de residência: -0,64%
– Vestuário: 0,69%
– Transportes: 0,69%
– Saúde e cuidados pessoais: -0,01%
– Despesas pessoais: 0,46%
– Educação: 0,00%
– Comunicação: 0,01%

Agenda econômica
PIB dos EUA
A economia americana cresceu a um ritmo mais forte do que o esperado no terceiro trimestre, impulsionada principalmente pelo aumento dos gastos dos consumidores. Apesar disso, os dados indicam uma desaceleração mais recente, devido ao aumento do custo de vida e os efeitos da paralisação do governo federal que ocorreu no período.

De acordo com a estimativa inicial divulgada nesta terça-feira pelo Departamento de Comércio, o Produto Interno Bruto (PIB) avançou a uma taxa anualizada de 4,3% no terceiro trimestre, superando o crescimento de 3,8% registrado no segundo trimestre. Esse resultado ultrapassou as expectativas de economistas consultados pela Reuters, que previam um aumento de 3,3%.

🔎 A divulgação do relatório foi adiada em razão da paralisação do governo dos EUA, que durou 43 dias, o que torna os números menos atuais. Contudo, a pesquisa mostra que os gastos dos consumidores, que são o principal motor da economia americana, cresceram a uma taxa anualizada de 3,5% no terceiro trimestre, acima dos 2,5% do trimestre anterior.

Essa aceleração se deve, em parte, à antecipação da compra de veículos elétricos. Muitos consumidores apressaram-se em adquirir esses veículos antes do término dos créditos fiscais que expiraram em 30 de setembro, benefícios que reduzem o custo de compra desses automóveis. Após esse período, as vendas de veículos caíram em outubro e novembro, enquanto os gastos em outros segmentos da economia mostraram um comportamento irregular.

Os efeitos da paralisação do governo devem se tornar mais evidentes nos dados subsequentes. Segundo estimativas do Escritório de Orçamento do Congresso (CBO), a interrupção das atividades públicas pode reduzir entre 1,0 e 2,0 pontos percentuais do PIB no quarto trimestre. Embora o órgão acredite que a maior parte dessa perda será compensada ao longo do tempo, entre US$ 7 bilhões e US$ 14 bilhões não devem ser recuperados.

Pesquisas indicam que o consumo tem sido sustentado principalmente por famílias de alta renda, que se beneficiaram com a valorização do mercado de ações, aumentando seu patrimônio. Enquanto isso, consumidores de renda média e baixa enfrentam maior pressão financeira devido ao aumento do custo de vida, exacerbado pelas tarifas de importação impostas pelo presidente Donald Trump.

Essa disparidade levou economistas a descreverem o cenário como uma “economia em forma de K” — um termo usado para retratar situações em que grupos distintos da economia seguem trajetórias opostas, com alguns se fortalecendo enquanto outros perdem força.

Confiança do consumidor nos EUA
A confiança do consumidor nos Estados Unidos caiu em dezembro, refletindo uma preocupação maior das famílias com emprego e renda. Esse movimento está alinhado com a avaliação de economistas de que os gastos dos consumidores devem enfraquecer após o crescimento observado no terceiro trimestre.

De acordo com o Conference Board, que monitora a percepção dos consumidores sobre a economia, o índice de confiança recuou 3,8 pontos em dezembro, alcançando 89,1. Esse resultado ficou abaixo da expectativa do mercado, que previa uma leitura de 91,0.

🔎 O índice de confiança do consumidor avalia como as famílias percebem sua situação financeira atual e as perspectivas para os próximos meses. Níveis mais baixos normalmente indicam uma maior cautela nas decisões de consumo, como compras de bens duráveis e contratação de serviços.

Segundo Dana Peterson, economista-chefe do Conference Board, as respostas abertas dos entrevistados revelaram uma predominância de preocupações com preços e inflação, além de temas relacionados a tarifas, comércio exterior e política econômica. “Em dezembro, também houve um aumento nas menções a imigração, guerra e questões ligadas a finanças pessoais, como taxas de juros, impostos e renda, bancos e seguros.”

Produção manufatureira nos EUA
A produção manufatureira nos Estados Unidos permaneceu estável em novembro, após uma queda em outubro. Esse desempenho foi influenciado principalmente pela diminuição na produção de veículos automotores, que perdeu força após o término dos créditos fiscais concedidos à compra de veículos elétricos.

Segundo o Federal Reserve (Fed), a produção do setor havia caído 0,4% em outubro. Economistas consultados pela Reuters já esperavam que a atividade industrial permanecesse praticamente inalterada em novembro, uma vez que a manufatura representa cerca de 10,1% da economia norte-americana.

Comparando com o mesmo mês do ano anterior, a produção das fábricas avançou 1,9%. A divulgação desses dados foi adiada devido à paralisação de 43 dias do governo federal. O recuo na indústria automobilística foi um dos principais fatores que levaram à estagnação do setor. Em novembro, a produção de veículos caiu 1,0%, após uma retração mais acentuada de 5,1% em outubro.

🔎 Os créditos fiscais são incentivos oferecidos pelo governo que reduzem impostos a pagar, tornando determinados produtos mais acessíveis ao consumidor.

Excluindo a produção de veículos automotores, a atividade das fábricas teve uma leve alta de 0,1% em novembro, após uma queda de 0,1% no mês anterior, indicando estabilidade no restante do setor. A indústria manufatureira também tem sido afetada pelas tarifas comerciais adotadas pelo presidente Donald Trump, que aumentam os custos para fábricas dependentes de insumos estrangeiros, ao mesmo tempo que favorecem setores como o de metais primários, que enfrentavam forte concorrência internacional.

Trump defende as tarifas como uma maneira de estimular a reindustrialização dos Estados Unidos, mas, até o momento, os dados não mostram uma recuperação ampla e consistente do setor.

Fora da manufatura, a produção de mineração cresceu 1,7% em novembro, após uma queda de 0,8% em outubro. A produção industrial total — que inclui manufatura, mineração e serviços públicos — avançou 0,2% no mês, revertendo a retração de 0,1% anteriormente registrada. Na comparação anual, a produção industrial acumulou alta de 2,5%.

Bolsas globais
Os índices de Wall Street abriram em baixa nesta terça-feira, após dados econômicos mais fortes do que o esperado elevarem os rendimentos dos Treasuries, impactando negativamente as ações de tecnologia. O Dow Jones Industrial Average caiu 0,13%, para 48.299,87 pontos. O S&P 500 perdeu 0,07%, alcançando 6.873,80 pontos, enquanto o Nasdaq Composite recuou 0,09%, para 23.407,70 pontos.

Por outro lado, os mercados europeus fecharam em alta, com o índice regional atingindo um novo recorde, impulsionado pelo setor de saúde. O destaque foi a forte valorização da Novo Nordisk, que disparou após obter aprovação nos EUA para seu medicamento oral para perda de peso, consolidando sua posição na competição global por tratamentos contra a obesidade.

No fechamento, o índice pan-europeu STOXX 600 subiu 0,4%, alcançando 588,81 pontos. Em Londres, o Financial Times avançou 0,24%, a 9.889,22 pontos; em Frankfurt, o DAX ganhou 0,22%, a 24.337,08 pontos; enquanto em Paris, o CAC 40 caiu 0,21%, para 8.103,85 pontos.

Em Milão, o FTSE/MIB teve alta de 0,03%, a 44.606,58 pontos; em Madri, o Ibex 35 avançou 0,14%, a 17.182,80 pontos; e em Lisboa, o PSI20 recuou 0,27%, para 8.169,20 pontos.

As bolsas asiáticas apresentaram resultados mistos. Na China, os índices subiram levemente, apoiados pelo avanço das ações de metais não ferrosos, em meio à disparada do preço do ouro para níveis recordes. Também houve ganhos no setor de semicondutores, após notícias de que a Nvidia planeja enviar chips mais potentes para clientes chineses antes do Ano Novo Lunar.

Por outro lado, Hong Kong registrou queda, pressionada por perdas em empresas de tecnologia, como a Kuaishou, que sofreu um ataque cibernético. No fechamento, o índice de Xangai subiu 0,07%, a 3.919 pontos, e o CSI300 avançou 0,20%, a 4.620 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng caiu 0,11%, a 25.774 pontos.

Outros mercados tiveram desempenhos positivos: o Nikkei, no Japão, ficou estável em 50.412 pontos; o Kospi, na Coreia do Sul, ganhou 0,28%, a 4.117 pontos; o Taiex, em Taiwan, subiu 0,57%, a 28.310 pontos; e o Straits Times, em Cingapura, avançou 0,62%, a 4.638 pontos.

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade