A nova Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, que conecta os municípios de Aguiarnópolis, no Tocantins, e Estreito, no Maranhão, foi oficialmente inaugurada no domingo, 21, com o tráfego liberado logo após as 12h30. Esta reinauguração marca um ano desde a tragédia do desabamento que resultou na morte de 14 pessoas, deixou uma ferida e três desaparecidas. Em memória das vítimas, foram instalados memoriais nas extremidades da ponte, simbolizando respeito e lembrança.
“Hoje, celebramos um dia significativo, um novo começo. Muitos duvidaram que conseguiríamos concluir a ponte em um ano, mas aqui está ela, pronta para o tráfego. Está também preparada para uma futura duplicação da rodovia, visando o desenvolvimento que se aproxima da região”, declarou Renan Filho.
No último fim de semana, foram realizados cerca de 20 horas de testes estruturais para assegurar a segurança da nova ponte. Oito caminhões betoneira, com peso médio de 30 toneladas cada, cruzaram a estrutura em sequência, em diferentes velocidades. Sensores foram utilizados para avaliar a vibração e a resposta da ponte.
Graziele Barbosa, proprietária de um restaurante em Estreito (MA), expressou suas expectativas em relação à nova Ponte JK. “Esperamos que o fluxo na cidade aumente e que o movimento comercial seja ainda melhor do que antes. Nós, comerciantes de Estreito e Aguiarnópolis, acreditamos que a nova ponte trará mais oportunidades e renda.”
Estreito possui uma população de cerca de 34 mil habitantes, enquanto Aguiarnópolis conta com aproximadamente 4.500. Para muitos moradores, a travessia é parte essencial do cotidiano, seja para trabalhar, estudar, acessar serviços públicos ou manter laços familiares e comerciais.
“A ponte não apenas conecta dois estados, mas também une histórias e economias. Isso traz um alívio e uma nova esperança, especialmente para o crescimento das cidades. Ver a nova ponte sendo entregue em menos de um ano é gratificante”, comentou Jasson Souza, um residente local.
Construída na década de 1960, a antiga ponte passou por reparos em 2021, mas continuou apresentando problemas até seu colapso em dezembro do ano passado. No desabamento, três motos, um carro, duas caminhonetes e quatro caminhões caíram no Rio Tocantins, incluindo dois que transportavam 76 toneladas de ácido sulfúrico e 22 mil litros de defensivos agrícolas.
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) iniciou uma sindicância para investigar as causas e responsabilidades pelo desabamento, mas a apuração ainda está em andamento. A Polícia Federal também está conduzindo uma investigação sobre o caso.
Um laudo apresentado em julho identificou, entre outras causas do colapso, a sobrecarga da ponte, deformação do concreto, perda de resistência e acúmulo excessivo de veículos, além de falhas nas manutenções e reformas realizadas. O documento afirma que o Dnit manteve “um tráfego superior ao projetado para a ponte ao longo das últimas décadas”.
Em comunicado, o Dnit afirmou que está colaborando com todos os órgãos envolvidos na investigação e que uma apuração preliminar foi iniciada na Corregedoria para determinar as causas do colapso, bem como quantificar os danos. O Departamento também contratou o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) de São Paulo para elaborar um relatório externo que identificará as causas do acidente./COM INFORMAÇÕES DO GOVERNO FEDERAL E DA AGÊNCIA BRASIL