AO VIVO: Rádio JMV
--:--
26°C ☀️ Ensolarado
USD R$ --
BTC $ --
JMV News
Programa Atual
JMV News - Notícias e Atualizações em Tempo Real 24 horas
Mercado financeiro mantém estabilidade diante de crise institucional e cenário eleitoral incerto • Inscrições abertas para o Prêmio Carolina Bori Ciência & Mulheres, voltado a estudantes de escolas públicas e privadas • CVC Corp renegocia dívida de R$ 400 milhões, alongando vencimentos até 2029 e reduzindo custos financeiros • Fitch eleva classificação de Portugal para “A+” com perspectiva estável • Entenda como calcular o rendimento do Tesouro Direto e escolha o título mais adequado aos seus objetivos • Preços de gás de cozinha sobem, gasolina recua e diesel permanece estável, aponta ANP • STF avalia proibição de delegados e policiais como assessores de ministros para evitar riscos às investigações • Serasa identifica nova modalidade de fraude que utiliza tecnologia de reconhecimento facial para enganar sistemas biométricos • Banco do Brasil, Caixa e cooperativas firmam parceria para implementação de tokenização de créditos imobiliários • Anvisa autoriza importação de medicamento experimental para tratamento de piloto diagnosticado com Doença de Creutzfeldt-Jakob • Mercado financeiro mantém estabilidade diante de crise institucional e cenário eleitoral incerto • Inscrições abertas para o Prêmio Carolina Bori Ciência & Mulheres, voltado a estudantes de escolas públicas e privadas • CVC Corp renegocia dívida de R$ 400 milhões, alongando vencimentos até 2029 e reduzindo custos financeiros • Fitch eleva classificação de Portugal para “A+” com perspectiva estável • Entenda como calcular o rendimento do Tesouro Direto e escolha o título mais adequado aos seus objetivos • Preços de gás de cozinha sobem, gasolina recua e diesel permanece estável, aponta ANP • STF avalia proibição de delegados e policiais como assessores de ministros para evitar riscos às investigações • Serasa identifica nova modalidade de fraude que utiliza tecnologia de reconhecimento facial para enganar sistemas biométricos • Banco do Brasil, Caixa e cooperativas firmam parceria para implementação de tokenização de créditos imobiliários • Anvisa autoriza importação de medicamento experimental para tratamento de piloto diagnosticado com Doença de Creutzfeldt-Jakob •

Projeto de Lei visa implementar Código de Conduta para ministros do STF

Chico Alencar afirmou que a iniciativa não representa crítica ao Supremo, mas uma forma de blindagem institucional diante de ataques recorrentes ao Judiciário – (crédito: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)

Na última quinta-feira (18/12), o deputado federal Chico Alencar (PSOL-RJ) apresentou na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 6.540/2025, que busca estabelecer um Código de Conduta para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A proposta, que surge logo após a declaração do presidente do STF, ministro Luiz Edson Fachin, sobre a intenção de criar um código de ética para os membros da Corte, tem como finalidade definir normas éticas e de comportamento, visando a garantir a imparcialidade, a transparência e a confiança do público na atuação do tribunal.

O projeto é uma resposta a um debate recente dentro do Judiciário. Fachin, na semana passada, defendeu a implementação de um código de ética inspirado no modelo alemão para todos os integrantes dos tribunais superiores. De acordo com a proposta, o intuito é “assegurar a percepção pública de imparcialidade, integridade, honestidade e reputação do tribunal”, além de fortalecer a confiança nas instituições do Estado Democrático de Direito. As novas diretrizes seriam aplicáveis a todos os 11 ministros do STF, sem distinção de tempo de serviço ou contexto político.

Dentre os aspectos mais importantes do projeto, estão as definições sobre situações de impedimento e suspeição, que abrangem relações pessoais ou profissionais com partes interessadas, laços familiares com escritórios de advocacia que atuem em processos no Supremo e a participação prévia do ministro em causas específicas. A proposta determina que os pedidos de impedimento sejam analisados coletivamente, vedando decisões individuais, o que ajudaria a afastar magistrados que, por lei, não podem julgar determinados casos, como aqueles que têm parentesco com alguma parte envolvida ou já atuaram em outra função no processo.

Além disso, o projeto impõe restrições às manifestações públicas dos ministros, proibindo comentários sobre casos em julgamento e a participação em eventos promovidos por grupos com interesses financeiros diretos em causas que possam ser analisadas pelo STF. Segundo um dos trechos do documento, “participar de evento organizado por grupo com interesse financeiro substancial no desfecho de caso que esteja em tramitação ou que provavelmente será apreciado em futuro próximo” é inaceitável. O texto enfatiza que a atuação pública dos magistrados deve ser pautada pela discrição, moderação e respeito à dignidade do cargo.

Outro aspecto relevante da proposta refere-se às atividades fora do Judiciário. O projeto permite remuneração por palestras, produções acadêmicas e atividades intelectuais, mas proíbe consultorias e pareceres relacionados a litígios no Supremo. Além disso, todas as receitas externas devem ser declaradas e publicadas anualmente em um site público, promovendo a transparência.

O projeto também estabelece diretrizes para ex-ministros, incluindo um período de três anos durante o qual não poderão atuar em consultorias ou emitir pareceres sobre temas que já foram julgados pela Corte, além de uma proibição permanente de representação de clientes no STF. Essa medida visa evitar a prática da “porta giratória”, que é criticada em democracias consolidadas por comprometer a credibilidade das instituições.

Anualmente, os ministros deverão preencher uma Declaração de Atividades Extrajudiciais, que incluirá informações sobre “pessoas jurídicas das quais sejam sócios, acionistas ou proprietários; atividades profissionais fora do tribunal; remunerações e benefícios obtidos de atividades externas; relações familiares e pessoais que possam gerar conflito de interesse; e investimentos e propriedades que possam comprometer a aparência de imparcialidade”.

Chico Alencar destacou que essa iniciativa não deve ser vista como uma crítica ao STF, mas sim como uma forma de proteger a instituição contra os constantes ataques ao Judiciário. Ele acredita que o Código de Conduta se alinha às melhores práticas internacionais e fortalece a autoridade moral do STF, especialmente em tempos de polarização política e questionamentos sobre o papel das Cortes constitucionais. “Eu confio e parabenizo o trabalho do STF, mas precisamos cuidar e ter cautela em relação a outras ações”, afirmou ao Correio.

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade