Mesmo com a Polícia Federal identificando o senador Weverton Rocha (PDT-MA) como uma “liderança e sustentáculo” do grupo político envolvido em fraudes no INSS, senadores não acreditam que ele deva renunciar à relatoria da indicação de Jorge Messias, futuro ministro da AGU, ao STF. Rocha, que é um dos principais aliados do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), já foi relator da indicação do ministro Flávio Dino ao Supremo e mantém uma relação próxima com Messias, seu conterrâneo.
Senadores consultados pelo R7 Planalto defendem que a investigação sobre Rocha deve ser realizada de maneira mais aprofundada, sem que sejam feitos julgamentos precipitados antes de uma eventual condenação. Os apoiadores de Weverton Rocha também veem a manutenção da relatoria como um “triunfo” para ele, uma vez que seu parecer influenciará a aprovação de Messias entre seus colegas.
Entretanto, há um entendimento de que “ninguém decide o voto” com base nos relatórios dos indicados ao Supremo. Para esses parlamentares, o perfil de Messias é mais relevante do que as expectativas em relação ao parecer final, tornando a identidade do relator menos significativa, seja ele Rocha ou outro senador.
A PF alega que Rocha agiu como “sócio oculto” de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e teria facilitado seu enriquecimento. A Polícia chegou a solicitar a prisão preventiva do senador, mas a Procuradoria Geral da República e o ministro André Mendonça rejeitaram o pedido.
Em resposta, o senador negou todas as acusações e afirmou que “a verdade prevalecerá”.
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