O presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, elogiou, nesta quinta-feira (18), o desempenho do Tesouro Nacional na administração e renovação da dívida pública do país, enfatizando a complexidade dessa tarefa em um cenário em que quase 50% da dívida federal está atrelada à taxa básica de juros. “O Tesouro enfrenta um desafio considerável ao reestruturar a dívida brasileira e realiza um trabalho extremamente eficaz. Se, ao longo do tempo, o Tesouro optou por vincular a dívida à taxa Selic, é porque, provavelmente, essa é a opção mais econômica para o financiamento”, declarou Galípolo.
O presidente do BC ressaltou que esse assunto é “um dos mais significativos” e que é fundamental entender as razões por trás do prêmio associado à rolagem da dívida pública no Brasil. Ele também observou que a alta indexação da dívida à taxa básica é uma característica específica do país. “No Brasil, temos uma peculiaridade: quase metade da dívida pública está vinculada à taxa básica de juros”, afirmou.
Galípolo ainda acrescentou que a credibilidade da política monetária desempenha um papel crucial na diminuição das taxas de juros a longo prazo. “Se for possível implementar uma política monetária que conquiste credibilidade e sinalize que a inflação se alinhará à meta, veremos essas taxas a longo prazo recuarem”, concluiu.