O encontro privado realizado no domingo (14) entre o presidente Lula e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), organizado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já trouxe frutos. Na noite de ontem, a Câmara aprovou um projeto que diminui gastos tributários e eleva a carga tributária sobre apostas, fintechs e Juros sobre Capital Próprio.
Se o Senado aprovar a proposta ainda nesta semana, ela seguirá para a sanção presidencial e pode arrecadar cerca de R$ 30 bilhões para ajudar o governo a equilibrar as contas no próximo ano. O presidente da Câmara informou que há um entendimento com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para que a votação ocorra nesta quarta-feira (17).
A proposta, que sugere um corte linear de 10% nos benefícios e incentivos fiscais, foi inicialmente apresentada por Hugo Motta, que adotou a ideia do Ministério da Fazenda. A Câmara, no entanto, incorporou algumas medidas polêmicas, mas com respaldo de vários deputados, aumentando a tributação sobre apostas, fintechs e JCP.
Lula se reuniu com Motta para ajustar as votações da agenda econômica no final do ano, após um período de tensões entre eles, especialmente depois que Motta optou por um relator opositor do governo para a Lei Antifacção. Além de Lula e Motta, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também participou da reunião, preocupado com a necessidade de equilibrar o Orçamento da União para 2026.
A aproximação entre Lula e Motta era um desejo manifestado por pessoas próximas a ambos os lados. O governo conta com o apoio do presidente da Câmara, enquanto Motta busca limpar a pauta de votações deste ano, visando entrar em 2026 sem compromissos com seus apoiadores, o que lhe garantiria um período mais tranquilo.