Carlos Bolsonaro, ex-vereador do Rio de Janeiro pelo PL, compartilhou seus planos de transferir seu domicílio eleitoral para Santa Catarina, onde pretende concorrer a uma vaga no Senado. Ele declarou: “Como meu pai sempre disse: ‘Santa Catarina é o Brasil que deu certo.’ Com essa crença, estou assumindo novos compromissos, pautados pela técnica, responsabilidade institucional e coragem moral, para ajudar a expandir e fortalecer o legado que meu pai, o presidente Jair Messias Bolsonaro, construiu — um legado que vai além das pessoas e se fundamenta em princípios”, expressou.
A decisão de Carlos de se mudar para Santa Catarina gera um intenso debate interno no PL, uma vez que ele competirá por uma vaga que é desejada por outros membros do diretório catarinense, como a deputada federal Carolina de Toni (PL-SC). Ele decidiu se transferir após um entendimento com seu pai sobre sua candidatura ao Senado pelo estado.
Com a saída de Carlos do Rio, onde exerceu a vereança por mais de duas décadas, e com seu irmão Flávio Bolsonaro concorrendo à Presidência em 2026, não haverá nenhum membro da família Bolsonaro ocupando cargos locais no estado do Rio a partir do próximo ano.
Em suas redes sociais, Carlos mencionou ter deixado para trás “no mínimo mais três anos de tranquilidade” se tivesse optado por continuar no mandato. “Após 25 anos de serviço público, cumprindo uma missão maior, sempre priorizei o trabalho em detrimento de qualquer vaidade”, escreveu.
“Hoje, abro mão de dois recordes históricos de votação para dar sequência ao nosso propósito – agora em um novo capítulo, alinhado com os anseios da nação que acreditamos e defendemos”, acrescentou.
A oficialização de sua saída ocorreu na última quinta-feira (11), durante uma sessão da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro, onde Carlos afirmou que estava respondendo a um “chamado” em Santa Catarina. “Vou para Santa Catarina para atender a um chamado que não poderia cumprir aqui, sempre guiado pelo meu coração. Uma escolha que me leva a um estado que sempre amei e fez parte da minha vida. Não é uma fuga, mas a continuidade de uma luta”, declarou.
Agora, Carlos se prepara para se mudar para Santa Catarina, a fim de cumprir o prazo mínimo de seis meses de domicílio eleitoral necessário para disputar o Senado pelo estado. (Com informações da revista Veja)