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Como foram os confrontos de Bahia e Internacional em 1989

O jogo da noite desta quinta-feira (3), entre o Esquadrão de Aço e o Colorado, pelo Grupo F da Libertadores, repete enfrentamento ocorrido há 36 anos. Na verdade, enfrentamentos. No torneio continental de quase quatro décadas atrás, o Tricolor Baiano, campeão brasileiro, e o Alvirrubro, vice, jogaram quatro vezes entre si – duas na fase de grupos e duas nas oitavas de final. O Lance! conta foram os confrontos de Bahia e Internacional em 1989.
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Antes de mais nada, vale dizer que a conquista da vaga e a própria Libertadores eram diferentes. Na época, apenas o campeão e o vice brasileiro garantiam participação na Libertadores. E Bahia e Inter haviam disputado a final do Nacional de 1988 em fevereiro de 1989. Na Fonte Nova, em 15 de fevereiro, deu Bahia, por 2 a 1. No Beira-Rio, no dia 19, o time de Bobo, aquele “elegância sútil” cantada por Caetano Veloso, e Zé Carlos saiu campeão com o empate em 0 a 0.
Libertadores começou dois dias depois
No dia 21 de fevereiro daquele ano, os dois times estreavam no Grupo 2 da Libertadores – os venezuelanos Deportivo Táchira e Sport Marítimo, completavam a chave. E, sim, os grupos eram formados por campeões e vices de dois países. Além disso, o campeão do ano anterior entrava apenas nas oitavas.
Na partida de ida, em Porto Alegre, 2 a 1 para o tricolor baiano. Na volta, em Salvador, nova vitória da equipe de Bobo e Zé Carlos, dessa vez por 1 a 0. O Bahia ficou em primeiro, com sete pontos. O Inter em terceiro, com cinco, também se classificou.
No mata-mata, deu Inter
Nas oitavas, o Alvirrubro bateu o Peñarol nas duas partidas – 6 a 2, em casa, no dia 5 de abril, e 2 a 1, em Montevidéu, no dia 12. E o Esquadrão, pelo Universitário do Peru – 1 a 1, fora, e 2 a 1, Fonte Nova, nas mesmas datas. Nas quartas, os dois se enfrentariam de novo. A superioridade baiana nos confrontos na época era tanta, que o atacante Zé Carlos resumiu ao Lance!:
– Naquele tempo, se a gente jogasse dez jogos contra o Internacional, a gente ia ganhar nove ou oito.
E foi na fase seguinte que o Internacional resolveu ganhar sua única partida. Foi 1 a 0 na de ida, no Beira-Rio, no dia 19. Na volta, dia 26, na Fonte Nova, embaixo de uma forte chuva, empate sem gols.
As escalações que os técnicos Renê Simões e Abel Braga mandaram a campo foram: Bahia: Ronaldo; Tarantini (Marcelo), João Marcelo, Claudir e Paulo Róbson; Paulo Rodrigues, Zé Carlos e Gil; Osmar Charles e Sandro. Internacional: Taffarel; Noberto, Norton, Aguirregaray e Casemiro; Bonamigo, Luis Fernando Flores e Luís Carlos Martins; Hêider (Nenê), Nilson (Dacroce) e Edu Lima.
O resultado classificaria o Colorado para a famigerada semifinal contra o Olímpia. Todo colorado com mais de 30 anos lembra: o Inter ganha em Assunção por 1 a 0, perde em casa por 3 a 2 e é eliminado. Mas isso é outra história.
Norton (no chão) e Zé Carlos disputam bola no gramado encharcado da Fonte Nova. Foto: Reprodução
O jogo da noite desta quinta-feira (3), entre o Esquadrão de Aço e o Colorado, pelo Grupo F da Libertadores, repete enfrentamento ocorrido há 36 anos. Na verdade, enfrentamentos. No torneio continental de quase quatro décadas atrás, o Tricolor Baiano, campeão brasileiro, e o Alvirrubro, vice, jogaram quatro vezes entre si – duas na fase de grupos e duas nas oitavas de final. O Lance! conta foram os confrontos de Bahia e Internacional em 1989.
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Antes de mais nada, vale dizer que a conquista da vaga e a própria Libertadores eram diferentes. Na época, apenas o campeão e o vice brasileiro garantiam participação na Libertadores. E Bahia e Inter haviam disputado a final do Nacional de 1988 em fevereiro de 1989. Na Fonte Nova, em 15 de fevereiro, deu Bahia, por 2 a 1. No Beira-Rio, no dia 19, o time de Bobo, aquele “elegância sútil” cantada por Caetano Veloso, e Zé Carlos saiu campeão com o empate em 0 a 0.
No dia 21 de fevereiro daquele ano, os dois times estreavam no Grupo 2 da Libertadores – os venezuelanos Deportivo Táchira e Sport Marítimo, completavam a chave. E, sim, os grupos eram formados por campeões e vices de dois países. Além disso, o campeão do ano anterior entrava apenas nas oitavas.
Na partida de ida, em Porto Alegre, 2 a 1 para o tricolor baiano. Na volta, em Salvador, nova vitória da equipe de Bobo e Zé Carlos, dessa vez por 1 a 0. O Bahia ficou em primeiro, com sete pontos. O Inter em terceiro, com cinco, também se classificou.
Nas oitavas, o Alvirrubro bateu o Peñarol nas duas partidas – 6 a 2, em casa, no dia 5 de abril, e 2 a 1, em Montevidéu, no dia 12. E o Esquadrão, pelo Universitário do Peru – 1 a 1, fora, e 2 a 1, Fonte Nova, nas mesmas datas. Nas quartas, os dois se enfrentariam de novo. A superioridade baiana nos confrontos na época era tanta, que o atacante Zé Carlos resumiu ao Lance!:
– Naquele tempo, se a gente jogasse dez jogos contra o Internacional, a gente ia ganhar nove ou oito.
E foi na fase seguinte que o Internacional resolveu ganhar sua única partida. Foi 1 a 0 na de ida, no Beira-Rio, no dia 19. Na volta, dia 26, na Fonte Nova, embaixo de uma forte chuva, empate sem gols.
As escalações que os técnicos Renê Simões e Abel Braga mandaram a campo foram: Bahia: Ronaldo; Tarantini (Marcelo), João Marcelo, Claudir e Paulo Róbson; Paulo Rodrigues, Zé Carlos e Gil; Osmar Charles e Sandro. Internacional: Taffarel; Noberto, Norton, Aguirregaray e Casemiro; Bonamigo, Luis Fernando Flores e Luís Carlos Martins; Hêider (Nenê), Nilson (Dacroce) e Edu Lima.
O resultado classificaria o Colorado para a famigerada semifinal contra o Olímpia. Todo colorado com mais de 30 anos lembra: o Inter ganha em Assunção por 1 a 0, perde em casa por 3 a 2 e é eliminado. Mas isso é outra história.

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade