Durante a coletiva de lançamento de “Três Graças”, o diretor artístico Luiz Henrique Rios destacou que, apesar da temática dramática, a novela foi criada para que os telespectadores pudessem desligar e relaxar ao assisti-la. Os primeiros seis episódios da trama refletem exatamente essa visão. Em sua semana inaugural, “Três Graças” conseguiu um equilíbrio admirável entre emoção e entretenimento.
Embora aborde questões de saúde como uma de suas narrativas centrais, a novela não se deixa levar pelo pessimismo. Ao invés disso, opta por uma abordagem esperançosa, trazendo uma leveza essencial à história. Aguinaldo Silva, o autor, conseguiu equilibrar a gravidade da doença de Lígia (Dira Paes) e da gravidez inesperada de Joélly (Alana Cabral) com toques de melodrama que conferem um tom quase cômico a “Três Graças”, especialmente através da vilã Arminda (Grazi Massafera). A trama transita entre o fantástico e o cotidiano de maneira crível, fazendo com que o público não questione o que está assistindo.
A habilidade e a vivência de Aguinaldo Silva ficaram evidentes na apresentação dos personagens e nas tramas principais durante essa primeira semana. Com calma, o autor delineou os conflitos que impulsionarão a narrativa nos meses seguintes, além de introduzir mistérios que prometem manter os espectadores intrigados, insinuando que muitas reviravoltas estão por vir.
Outro aspecto positivo dessa estreia foi o elenco. A escolha dos atores foi acertada e, se houvesse algum deslize, a novela não teria se mostrado tão coesa. Desde a experiente Arlete Salles até a novata Alana Cabral, todos brilharam em cena. Até mesmo o cantor Belo, em sua primeira atuação na teledramaturgia, apresentou um desempenho satisfatório.
Com base na primeira semana, “Três Graças” parece estar a caminho de se tornar um grande sucesso. A Globo estava certa ao prometer um “Absolute novelão” para a faixa das nove.