Guillermo del Toro, renomado cineasta por obras como “O Labirinto do Fauno” e “A Forma da Água”, declarou que “prefere morrer” a utilizar inteligência artificial em seus filmes. “Não tenho interesse, nem terei, em IA, especialmente na sua forma generativa. Aos 61 anos, espero manter essa aversão até o fim da minha vida”, revelou ele em uma entrevista à NPR. Recentemente, alguém enviou um e-mail perguntando sua opinião sobre IA, ao que ele respondeu de forma direta: “Eu prefiro morrer”.
O diretor também comentou que o verdadeiro risco não reside na tecnologia da inteligência artificial, mas na “estupidez inerente”. Para ele, essa é a força que “impulsiona as piores atrocidades do mundo”.
Del Toro, que acaba de lançar sua interpretação de “Frankenstein”, traçou um paralelo entre os desenvolvedores de IA e Victor Frankenstein, o protagonista da obra. No romance, Victor é um cientista ambicioso que, obcecado por criar vida, utiliza partes de cadáveres, anima sua criatura com eletricidade e acaba por abandoná-la.
Ele desejava que a arrogância de Victor se assemelhasse à dos “tech bros”, um estereótipo que se refere a jovens homens bem-sucedidos no setor tecnológico. “Ele é quase cego, criando algo sem considerar as consequências. Precisamos ter um momento de reflexão sobre a direção que estamos tomando”, enfatizou Guillermo del Toro.
“Frankenstein” será disponibilizado na Netflix no dia 7 de novembro.