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Haverá espaço para oito produções brasileiras nos cinemas simultaneamente?

Nesta semana, de acordo com o portal Filme B, oito filmes brasileiros estreiam nas salas de cinema. Oito produções, todas lançadas de uma só vez. Entre os títulos estão “Os enforcados”, “No céu da pátria nesse instante”, “Carlota Joaquina, Princesa do Brazil” (que retorna às telonas depois de décadas), “Placar: A revista militante”, “São Miguel Arcanjo – Santuário de batalha”, “Tijolo por tijolo”, “Neirud” e “Rumo ao topo”.

Esse conjunto de obras traz oito narrativas distintas, cada uma representando a visão e o esforço de grupos que dedicaram anos a criar seus filmes. Contudo, surge uma questão que não pode ser ignorada: como será a recepção do público a esses lançamentos? As pessoas realmente farão questão de assistir a todos eles nos cinemas? A ampla oferta de filmes nacionais não acabará por dispersar o público?

Não é uma postura negativa, mas os dados da Ancine de 2024 são preocupantes. No ano passado, foram lançados 265 filmes brasileiros, uma média de cinco por semana, e mais de cem deles não conseguiram atrair nem mil espectadores. Isso representa, em muitos casos, menos de cinco sessões lotadas em uma sala de cinema de tamanho médio.

Em contrapartida, apenas cinco filmes superaram a marca de 1 milhão de espectadores, o que representa menos de 2% do total lançado. O sexto filme alcançou 500 mil, enquanto o sétimo fez 300 mil. E os que estão abaixo do décimo sétimo? Todos com menos de 50 mil espectadores.

Embora esses números possam parecer significativos, quando comparados aos sucessos internacionais, percebemos que estamos longe de explorar nosso potencial de mercado consumidor.

Diante desses dados, é compreensível questionar por que estamos investindo tanto em tantas produções que, em sua maioria, não chegam a um público amplo. Contudo, não estou sugerindo que devamos reduzir o número de filmes. Pelo contrário, é um momento oportuno para refletirmos sobre toda a cadeia do cinema: desde a produção até a experiência do espectador nas salas. Afinal, não adianta ter uma obra-prima se ela enfrenta a concorrência de grandes produções hollywoodianas que investem em marketing o equivalente ao orçamento de três filmes nacionais.

O setor exibidor brasileiro ainda é relativamente pequeno em comparação com o tamanho do país e a riqueza do nosso cinema. Não posso atribuir toda a responsabilidade a ele, já que o cinema também é um negócio. Mas será que não existe um equilíbrio possível entre ceder espaço para os blockbusters americanos e valorizar mais nossas histórias?

Talvez a solução não resida apenas nas salas de exibição. Plataformas de streaming, cineclubes e festivais também podem desempenhar um papel fundamental. Muitos filmes são exibidos nos cinemas por exigências de editais de incentivo, mas talvez seja hora de repensar isso, permitindo que gêneros como documentários possam estrear em outras plataformas, utilizando recursos limitados de distribuição para alcançar o público que realmente se beneficiaria dessas obras.

Espero que os oito filmes que estreiam esta semana tenham trajetórias longas e bem-sucedidas, encontrando seu público, seja na tela grande ou em outros espaços de exibição. No final das contas, o que realmente importa é que as histórias cheguem àqueles que precisam conhecê-las. E você, quantas produções brasileiras assistiu neste ano?

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade