Conhecida como a ‘Fase Sombria’, a Era de Bronze da Disney abrange o período de 1970 a 1988. Este período teve início logo após o falecimento de Walt Disney em 1966 e foi marcado por uma fase de instabilidade criativa na companhia. As produções lançadas nesse tempo apresentaram um desempenho variado, com poucos filmes conseguindo reconhecimento da crítica.
Um aspecto distintivo dessas obras era a abordagem não convencional em relação aos clássicos contos de fadas. As histórias tornaram-se mais contidas, e a estética mais sombria, em grande parte devido à adoção da técnica de xerografia, que substituiu a pintura manual. Embora essa técnica fosse mais econômica, ela restringiu os traços, que se tornaram sempre espessos e escuros, conferindo um tom mais obscuro às animações.
Principais lançamentos dessa época:
“Aristogatas” (1970). Esta foi a última animação sob a supervisão de Roy O. Disney, irmão de Walt. O filme foi um sucesso de bilheteira, arrecadando US$ 191 milhões com um orçamento de apenas US$ 4 milhões, embora a crítica estivesse dividida.
“Robin Hood” (1973). Com protagonistas animais, o clássico “Robin Hood” gerou opiniões divergentes. No entanto, foi indicado ao Oscar e ao Grammy, concorrendo nas categorias de Melhor Canção Original e Melhor Gravação para Crianças.
“As Muitas Aventuras do Ursinho Pooh” (1977). Baseado nas obras de A. A. Milne, este filme reúne diversas histórias do adorável personagem Pooh. Lançado em 1977, tornou-se um dos títulos mais amados da época, apesar de uma recepção crítica modesta.
“Bernardo e Bianca” (1977). Inspirado na obra de Margery Sharp, o longa conquistou o público e foi indicado ao Oscar de Melhor Canção Original, embora não tenha levado o prêmio.
“O Cão e a Raposa” (1981). A trama centraliza a amizade entre um cão e uma raposa, sendo baseada no livro de Daniel P. Mannix. Apesar das críticas sobre a falta de originalidade, o filme foi reconhecido em premiações como o Saturno e o Young Artist Awards.
“O Caldeirão Mágico” (1985). Inspirado em As Crônicas de Prydain, este filme se aventurou em uma fantasia sombria. Embora tenha recebido críticas pela narrativa fraca, a animação teve seu valor reconhecido. Atualmente, possui 56% de aprovação no Rotten Tomatoes.
“As Peripécias de um Ratinho Detetive” (1986). Baseada no livro “Basil of Baker Street”, de Eve Titus, a animação apresenta um rato detetive ao estilo Sherlock Holmes. Apesar de uma recepção inicial tímida, atualmente possui 78% de aprovação no Rotten Tomatoes.
“Oliver e sua Turma” (1988). Uma adaptação moderna do clássico “Oliver Twist”, de Charles Dickens. Com uma trilha sonora marcante e ambientação urbana, o filme foi indicado ao Globo de Ouro e ao Young Artist Awards, mas não conquistou nenhum prêmio.