A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou nesta segunda-feira, 24 de agosto, uma carta aberta dirigida à sociedade brasileira, às candidaturas e às equipes responsáveis pela formulação de políticas públicas, apresentando contribuições e prioridades para o processo eleitoral de 2026. O documento reforça a necessidade de colocar a saúde no centro do debate político, apontando caminhos para um Brasil mais justo, mais saudável e mais preparado para os desafios futuros.
A iniciativa da instituição ocorre em um momento de intensificação do período eleitoral, que se estende de 4 de julho até 25 de outubro de 2024, período em que as atividades de campanha e divulgação de propostas políticas ganham destaque no cenário nacional. Durante esse período, a Fiocruz esclarece que os conteúdos digitais produzidos e disponibilizados pela Agência Fiocruz de Notícias (AFN) seguem as orientações estabelecidas pela Advocacia-Geral da União (AGU) e pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom). Essas orientações visam garantir o caráter informativo e de serviço ao cidadão, permitindo a circulação de conteúdos que tenham por objetivo esclarecer a população sobre temas relevantes, sem vinculação a ações de campanha ou apoio a candidaturas específicas.
Na carta aberta, a Fiocruz enfatiza que a saúde deve ser prioridade nas discussões eleitorais, destacando a importância de políticas públicas que promovam o acesso universal, a prevenção de doenças, a atenção primária e a inovação no setor. A instituição também reforça a necessidade de fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS), considerado um dos pilares do sistema de saúde brasileiro, e de ampliar investimentos em pesquisa, formação de profissionais e infraestrutura para garantir a sustentabilidade do sistema de saúde pública no país.
O documento apresenta uma série de recomendações para os candidatos e equipes de campanha, incluindo a valorização de ações de promoção da saúde, a defesa de políticas de redução de desigualdades sociais e regionais, e a adoção de estratégias que garantam a resiliência do sistema de saúde frente a crises sanitárias, como a pandemia de Covid-19. Além disso, a carta destaca a relevância de fortalecer a cooperação internacional e de estimular a inovação tecnológica no setor, visando ampliar o acesso a medicamentos, vacinas e tratamentos de qualidade.
A publicação da carta aberta pela Fiocruz reforça o compromisso da instituição com a promoção de um debate político fundamentado em evidências científicas e na defesa do direito à saúde como prioridade nacional. Ao divulgar o documento, a instituição espera contribuir para que as próximas eleições possam refletir escolhas que priorizem a saúde pública, o desenvolvimento sustentável e a justiça social, elementos essenciais para o futuro do Brasil.