Em 29 de julho, representantes da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) participaram de uma importante agenda em Brasília, marcada pela retomada da articulação da Rede Brasileira de Centros Colaboradores da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e da Organização Mundial da Saúde (OMS). O evento, promovido pela Representação da Opas/OMS no Brasil, contou com a realização de uma reunião nacional e uma cerimônia de atualização do Marco para a Governança da Cooperação Técnica Internacional em Saúde no país, consolidando o fortalecimento da cooperação técnica internacional e a integração das instituições brasileiras na estratégia global de saúde.
A programação ocorreu em dois momentos distintos. Pela manhã, os participantes discutiram estratégias para ampliar o funcionamento da Rede, abordando temas como o modelo de governança, prioridades temáticas e a formação de grupos de trabalho. O objetivo central foi fortalecer a articulação entre os Centros Colaboradores, promovendo o intercâmbio de conhecimentos, experiências e o desenvolvimento de ações conjuntas voltadas às necessidades de saúde do Brasil e da Região das Américas. A reunião buscou ainda definir estratégias de atuação coordenada, promovendo maior integração entre as instituições designadas.
Na parte da tarde, foi realizada a cerimônia de atualização do Marco para a Governança da Cooperação Técnica Internacional no Ministério da Saúde. O evento contou com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha; do diretor da Opas, Jarbas Barbosa; do representante da Opas/OMS no Brasil, Cristian Morales; e da diretora do Departamento de Cooperação Técnica, Inovação e Desenvolvimento em Saúde do Ministério da Saúde, Aline de Oliveira Costa. Essa cerimônia marcou a atualização das diretrizes para elaboração e gestão conjunta dos Termos de Cooperação Técnica, com o objetivo de aprimorar o planejamento, a coordenação, o monitoramento e a avaliação dos projetos de cooperação em saúde, tornando as ações mais integradas e orientadas a resultados para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).
A retomada da Rede visa ampliar o potencial de atuação das instituições brasileiras por meio de maior articulação, desenvolvimento de iniciativas conjuntas e criação de mecanismos permanentes de compartilhamento de ferramentas, métodos e boas práticas. Entre os temas discutidos na reunião, destacou-se a validação do modelo de governança da rede, a definição de prioridades e os próximos passos para consolidar a cooperação técnica no âmbito nacional e regional. Uma apresentação da assessora regional de Gestão do Conhecimento da Opas/OMS, Eliane Pereira dos Santos, detalhou o funcionamento do mecanismo de cooperação, ressaltando sua contribuição para o desenvolvimento de políticas públicas, qualificação da força de trabalho em saúde, produção de pesquisas, geração de dados e apoio à tomada de decisões.
Os Centros Colaboradores, instituições designadas pela OMS devido à sua excelência técnico-científica, desempenham papel fundamental ao apoiar programas da organização por meio da produção de conhecimento, formação de recursos humanos, pesquisa e cooperação técnica. Seus planos de trabalho, definidos em conjunto com a OMS e alinhados às prioridades nacionais e regionais, buscam ampliar a capacidade técnica e científica dessas instituições. A atualização da rede busca fortalecer essa atuação, promovendo maior integração e colaboração entre os centros, com o objetivo de potencializar os resultados e a troca de experiências.
Na cerimônia da tarde, também foi anunciado o lançamento da atualização da Portaria nº 2.053, de 30 de agosto de 2011, que regula a cooperação técnica entre o Ministério da Saúde e a Opas/OMS. O documento, assinado pelos representantes presentes, reforça o compromisso do Brasil com a cooperação internacional em saúde, além de marcar a assinatura de novos Termos de Cooperação Técnica e a entrega de cartas de designação a 13 novos Centros Colaboradores. Com essas novas nomeações, o Brasil passa a contar com um total de 31 Centros, consolidando a segunda maior rede na Região das Américas e ampliando sua capacidade técnico-científica para contribuir com ações de cooperação em saúde em âmbito nacional, regional e global.
A iniciativa demonstra o compromisso do governo brasileiro em fortalecer a cooperação internacional para o enfrentamento de desafios de saúde pública, promovendo uma gestão mais eficiente e integrada das ações de cooperação técnica e produção de conhecimento em saúde. A retomada da rede e a atualização do marco regulatório representam passos estratégicos para ampliar o impacto das ações conjuntas e consolidar o Brasil como um ator relevante na cooperação internacional em saúde.