O reality show “As Patroas”, idealizado pelos influenciadores Viih Tube e Eliezer, foi abruptamente cancelado horas após seu lançamento. O programa, que tinha como objetivo promover uma competição entre os 11 funcionários da mansão do casal, gerou uma onda de indignação nas redes sociais, sendo a primeira dinâmica classificada como humilhante pelos internautas.
Apesar do término precoce, o projeto havia prometido uma série de prêmios significativos, que despertaram o interesse de alguns seguidores. Antes da exclusão do conteúdo nas plataformas digitais, o público teve a oportunidade de conhecer as recompensas que seriam oferecidas para incentivar a participação da equipe doméstica. O formato do reality previa que os colaboradores acumulassem pontos ao longo de várias semanas, com um total de mais de R$ 50 mil em prêmios a serem distribuídos.
O prêmio mais almejado da competição era uma motocicleta, mas a lista de recompensas incluía benefícios curiosos para o ambiente de trabalho. Os vencedores poderiam, por exemplo, ter o direito de chegar uma hora mais tarde ao trabalho, além de desfrutar de uma sessão de massagem com a mesma profissional que atende Viih Tube e Eliezer. Outra possibilidade era escolher um restaurante para um jantar, com a decisão sobre qual prêmio seria concedido à “patroa da semana” ficando a cargo do público, composto pelos seguidores do casal. Outras vantagens seriam reveladas ao longo da temporada, aumentando a expectativa em torno do programa.
A polêmica que levou ao cancelamento do reality ocorreu logo na estreia, durante uma prova chamada “Desafio do CLT”. A atividade consistia em uma caça ao tesouro, onde os funcionários precisavam encontrar fichas e moedas escondidas pela casa. O problema surgiu quando parte dos objetos foi escondida em locais considerados inadequados, como lixeiras de banheiro e vasos sanitários. Essa escolha gerou um grande desconforto entre os espectadores, que acusaram Viih Tube e Eliezer de expor seus colaboradores a situações constrangedoras em troca de visualizações e engajamento.
Diante das críticas intensas, o casal decidiu retirar o vídeo e cancelar o projeto. Contudo, mesmo com a onda de cancelamento virtual, algumas funcionárias se manifestaram em defesa dos patrões. Em vídeos divulgados após a controvérsia, elas afirmaram que a participação no reality era totalmente voluntária e que estavam cientes das regras do jogo. As colaboradoras enfatizaram o bom tratamento que recebem no cotidiano da mansão e expressaram tristeza pelo fim do programa, visto por elas como uma oportunidade real de transformação em suas vidas por meio dos prêmios oferecidos.
O cancelamento de “As Patroas” levanta questões sobre a responsabilidade dos criadores de conteúdo ao desenvolver formatos que envolvem a participação de trabalhadores, especialmente em dinâmicas que podem ser percebidas como desrespeitosas ou humilhantes. A situação evidencia a necessidade de uma reflexão mais profunda sobre os limites do entretenimento e o respeito às dignidades individuais no ambiente de trabalho.