A Justiça de São Paulo determinou que duas estudantes, responsáveis por escrever insultos racistas no caderno da filha de Samara Felippo, deverão cumprir quatro meses de serviços comunitários, com uma carga de seis horas semanais. A informação foi divulgada pelo Splash.
O ocorrido
A sentença proferida em dezembro do ano passado estabeleceu essa medida socioeducativa, que foi confirmada recentemente pelo Tribunal de Justiça. A ação, que está sob segredo de justiça, está em andamento na segunda instância.
Este caso é significativo, pois destaca a intolerância a práticas racistas, mesmo entre adolescentes, e demonstra que o sistema judiciário está comprometido com a proteção da dignidade e da igualdade racial — princípios essenciais da nossa Constituição, conforme destacou Thais Cremasco, advogada da atriz.
Alicia, a filha mais velha de Samara Felippo e Leandrinho, foi vítima de racismo na escola Vera Cruz, uma instituição de prestígio localizada na zona oeste de São Paulo. Na ocasião, a atriz relatou o incidente em um grupo de pais.
A aluna teve seu caderno furtado, onde páginas de uma pesquisa foram arrancadas e ofensas racistas foram escritas. O caderno acabou na área de achados e perdidos da escola.
A instituição Vera Cruz reconheceu a gravidade do caso e enviou um e-mail, obtido pela reportagem, aos pais dos alunos do 9º ano, série que Alicia está cursando. No comunicado, a escola informa que a aluna procurou a professora e a orientadora da série ao encontrar as ofensas e recebeu o devido acolhimento.
Desde o início, mantivemos um contato constante com a família da aluna agredida, além de estarmos atentos para evitar nova exposição e possíveis novas agressões. Na circular enviada a todas as famílias no mesmo dia, solicitamos que conversassem com seus filhos sobre o incidente. Colégio Vera Cruz
As alunas responsáveis pela agressão racista foram suspensas. Além da suspensão por tempo indeterminado, a escola também impediu a participação delas em uma viagem programada para os alunos. No entanto, os pais de uma das alunas envolvidas no caso anunciaram a “saída voluntária” da filha da instituição.
Samara e sua filha provavelmente estão enfrentando as consequências emocionais desse ataque. Aqui, estamos lidando com nossos próprios sentimentos, oferecendo apoio emocional às nossas filhas adolescentes para que possamos superar essa fase e extrair lições construtivas de todo esse processo. Todos nós, de certa forma, estamos de luto em relação a este caso. Trecho do comunicado dos pais.