Gil do Vigor, economista e ex-participante do Big Brother Brasil, compartilhou suas reflexões sobre a representatividade da comunidade LGBT+ e sua trajetória acadêmica em uma entrevista concedida ao Extra, em celebração ao Dia Internacional do Orgulho LGBT+. Ele destacou a importância de seu doutorado, recentemente conquistado, como uma forma de combater o preconceito que enfrenta.
Em suas declarações, Gil enfatizou que sua formação acadêmica não apenas valida seu conhecimento, mas também serve como uma resposta ao preconceito que ele e outros membros da comunidade LGBT+ enfrentam. “É muito importante. Eu e amigos gays da academia já conversamos sobre isso: o preconceito que sofremos nos motivou a provar nosso valor e exigir respeito. Sou feliz, posso brincar, dançar, rebolar até o chão e ainda ser chamado de doutor pelo meu conhecimento adquirido. A educação tem um poder transformador”, afirmou.
O ex-BBB também abordou sua jornada pessoal em relação à aceitação da própria orientação sexual. Ele relatou que, por muito tempo, lutou contra a aversão a ser gay, influenciado por dogmas religiosos e pela educação que recebeu. “Achava que ser um homem gay era algo ruim. Com o passar dos anos, percebi que sou especial e incrível por ser único. Ser gay não me torna melhor nem pior, é apenas uma característica, assim como ser nordestino. Sou feliz sendo quem sou”, declarou.
Ao falar sobre sua experiência no doutorado nos Estados Unidos, Gil mencionou que seu estilo pessoal, frequentemente expressado por meio de roupas coloridas e ousadas, chamava atenção, mas que, no ambiente acadêmico, se sentiu acolhido. “Eu chegava lá com o meu terninho rosa e percebia que as reações variavam, pois as pessoas vêm de culturas diversas. Contudo, dentro da sala de aula, fui abraçado e respeitado. Sempre tive o apoio dos amigos, o que tornou a rotina mais leve”, contou.
Gil do Vigor também comentou sobre o impacto que sua participação no “BBB 21” teve na percepção do público em relação à comunidade LGBT+. Ele revelou que recebeu muitos relatos de pessoas que, após assistirem ao programa, mudaram suas visões preconceituosas. “As pessoas me amaram muito. Ouço relatos de pessoas que tinham familiares extremamente preconceituosos, mas que mudaram de opinião ao me ver. Para mim, é uma grande felicidade proporcionar esse entendimento”, disse.
Em relação à sua vida pessoal, Gil expressou o desejo de se casar e ter filhos, incluindo uma criança biológica e outra adotada. “É uma das minhas maiores vontades. Quero formar a minha família e educar meus filhos ao lado do meu marido. Se dependesse só de mim, eu me casaria no mês que vem”, brincou.
Por fim, Gil revelou que planeja tirar suas “primeiras férias de verdade” no próximo mês, uma oportunidade que considera importante para aproveitar o que conquistou. “Vou viajar e viver. Usar o dinheiro que conquistei. A gente não sabe o dia de amanhã, né?”, concluiu.