Andressa Urach, de 38 anos, abordou sua experiência com a medicação PrEP, utilizada na prevenção do HIV, durante um episódio recente de seu podcast UrachPodTudo. A influenciadora recebeu o infectologista Leonardo Silveira, que esclareceu dúvidas sobre o uso do medicamento e seus efeitos colaterais.
No programa, Urach relatou que, ao iniciar o tratamento com a PrEP, sentiu um desconforto incomum, caracterizado por uma coceira na região íntima. Inicialmente, ela atribuiu o sintoma a uma vacina recebida em um posto de saúde, mas ao retomar a medicação, percebeu que o desconforto se repetiu. “No primeiro dia, tive coceira na minha ‘piriquita’. Achei estranho, pois tinha tomado uma vacina e pensei que poderia ser uma reação a ela. Interrompi o uso da PrEP, mas ao voltar a tomar, a coceira aconteceu novamente. Depois, passou. Foi só no primeiro dia. Não tive enjoo nem outros efeitos mais comuns; foi mais uma coceira na ‘piriquita'”, explicou.
O infectologista Leonardo Silveira comentou que os efeitos colaterais mais comuns da PrEP tendem a ser de natureza gastrointestinal, como náuseas e intolerância gástrica. Ele enfatizou a importância do acompanhamento médico durante o tratamento, pois um dos componentes da medicação pode, em casos raros, levar a alterações na função renal ao longo do tempo. “Alguns efeitos colaterais mais prolongados precisam ser monitorados, por isso a PrEP requer acompanhamento. Uma das medicações pode, a longo prazo, causar uma diminuição da função renal”, alertou.
Durante a conversa, Silveira detalhou que a PrEP é composta por uma combinação de dois medicamentos que atuam na prevenção do HIV. Essa medicação proporciona uma proteção significativa caso a pessoa entre em contato com o vírus. Os efeitos mais comuns observados no início do tratamento são geralmente relacionados ao sistema gastrointestinal. “A PrEP é uma combinação de duas medicações que combatem o vírus do HIV. É uma estratégia preventiva que cria uma espécie de blindagem. Os principais efeitos colaterais são intolerância gástrica, náuseas e, ocasionalmente, gases. Contudo, esses sintomas são geralmente adaptativos e tendem a melhorar com o tempo”, afirmou.
A discussão sobre a PrEP é relevante, especialmente em um contexto em que a prevenção do HIV continua sendo uma questão de saúde pública importante. A medicação é considerada uma ferramenta eficaz para reduzir a transmissão do vírus, e o acompanhamento médico é fundamental para garantir a segurança e a eficácia do tratamento. O relato de Urach, embora focado em sua experiência pessoal, destaca a importância da conscientização sobre os efeitos colaterais e a necessidade de suporte médico durante o uso da PrEP.