O Tribunal de Justiça de Pernambuco agendou a primeira audiência do processo que Sari Mariana Gaspar Corte Real instaurou contra a atriz Luana Piovani. Sari, que foi condenada pelo caso Miguel, busca uma indenização de R$ 50 mil por danos morais.
Os detalhes da audiência estão marcados para o dia 2 de outubro, às 10h30, e ocorrerão por videoconferência, conforme determinação da juíza Ana Claudia Brandão de Barros Correia. A ex-primeira-dama de Tamandaré (PE) alega que as declarações feitas pela atriz em suas redes sociais feriram “sua honra e dignidade”. Segundo Sari, “a veiculação do vídeo e as postagens nos stories demonstram um tom exageradamente escandaloso e artificial.”
No início do ano, Luana expressou sua surpresa e indignação em um vídeo nas redes sociais, afirmando: “A condenada pela morte do menino Miguel está me processando porque se sentiu ofendida, já que eu a descrevi como branca e privilegiada.”
Ela comentou sobre a situação, questionando a lógica do processo: “A Justiça está sobrecarregada com o caso da condenada, e, mesmo assim, ela acha que merece que separem tempo para cuidar da ação que move contra mim, como se fosse a vítima. É um absurdo, e parece que o mundo está de cabeça para baixo.”
As declarações de Luana surgiram após a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de suspender uma ação trabalhista que a mãe de Miguel havia movido contra Sari. Luana ficou indignada com a situação, perguntando: “Até quando essa mulher [Mirtes, mãe de Miguel] vai continuar dizendo que seu filho foi assassinado por uma mulher branca e privilegiada, que é rica e cujo marido era um corrupto, ex-prefeito de uma cidade onde nem mora, enquanto Sari tenta cursar medicina?”
A suspensão da ação trabalhista foi determinada pelo ministro Marco Aurélio Bellizze, que argumentou que o pedido de danos morais, um dos pontos da ação, não estava relacionado diretamente ao contrato de trabalho entre Mirtes e a ex-empregadora.
Sari foi detida em flagrante por homicídio culposo na ocasião da morte de Miguel, mas foi liberada após pagar fiança. O trágico evento ocorreu em 2 de junho de 2020, quando Miguel Otávio Santana da Silva, de cinco anos, caiu do nono andar do Condomínio Pier Maurício de Nassau, localizado no bairro de São José, no Recife. Naquele dia, Mirtes estava passeando com a cadela dos patrões, enquanto Sari, que estava em casa com uma manicure, deixou o menino sozinho no elevador para procurar a mãe, como revelam as gravações das câmeras de segurança do prédio.