“Sim, é possível.” Essa frase, ecoada pelos torcedores após a partida contra o Atlético no estádio Hernando Siles, em La Paz, reflete a determinação do Bolívar para o duelo que acontece nesta quarta-feira (24/9), na Arena MRV. A equipe chega com a convicção de que pode garantir uma vaga nas semifinais da competição continental.
A confiança do time é impulsionada pelo desempenho no primeiro confronto, onde, após estar em desvantagem de 2 a 0 no primeiro tempo, conseguiu reagir e igualar o placar, mesmo com um jogador a menos.
Durante a semana, o técnico argentino Flávio Robatto, de 51 anos, fez questão de compartilhar nas redes sociais mensagens que celebravam a resiliência de sua equipe. “Eles conseguiram empatar com um homem a menos e quase derrotaram um time que conta com 13 milhões de torcedores”, destacou uma das postagens do treinador, enfatizando a disparidade econômica entre as duas equipes.
Em uma coletiva de imprensa anterior, Robatto já havia elogiado seu grupo. “A equipe lutou até o fim, mesmo com 10 jogadores. Isso nos enche de orgulho e nos dá esperança para o jogo de volta”, afirmou. Contudo, em nenhum momento ele mencionou a vantagem que a equipe boliviana pode ter ao jogar em condições de altitude, com mais de 3.600 metros em La Paz.
Enquanto se prepara para a partida em Belo Horizonte, Robatto compartilhou uma foto de sua leitura antes do confronto: o livro “Superpoderes mentais”, de Tony Buzan, que explora o potencial ilimitado da mente humana e oferece técnicas para otimizar habilidades mentais e resolução de problemas.
Ex-jogador, Robatto enfrentou desafios em sua trajetória, tendo sido forçado a se aposentar precocemente, aos 26 anos, devido a uma hepatite B. No entanto, ele se manteve no futebol, se formando como treinador e acumulando mais de dez anos de experiência em equipes de base. Em 2011, atuou como auxiliar e diretor esportivo do Barcelona, do Equador, função que ocupou por cinco anos. Sua estreia como treinador principal foi em 2015, no modesto Norte América, também no Equador. Desde então, passou por diversas equipes, incluindo Cúcuta, Alianza (PER), Jaguares (ARG), LDU Loja (EQU) e Atlético Huilla (COL). Em 2021, assumiu o Nacional Potosí no futebol boliviano, levando o time à Libertadores pela primeira vez na história. Desde 2024, ele comanda o Bolívar.