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DESDOBRAMENTO: Herói ou antagonista? O dilema de Norris na Fórmula 1

Lando Norris se encontra em um ponto crucial de sua carreira na Fórmula 1. Imagine ouvir alguém afirmar: “este piloto conseguiu apenas metade dos pontos do colega de equipe na sua primeira temporada e 33% a menos na segunda, mas ainda assim possui potencial para se tornar um competidor mais forte. Mais forte mentalmente.” Você acreditaria nisso? E quanto a Lando, será que ele acredita? E Oscar Piastri?

A situação de Piastri e Norris é emblemática. Oscar, embora tenha ficado atrás em suas duas primeiras temporadas na F1, vem se destacando na terceira, superando seu parceiro de equipe a partir da segunda corrida do ano em Mônaco. Esse momento não apenas alterou a dinâmica entre eles, mas também impactou o grid de forma significativa. Por exemplo, Charles Leclerc se tornou um forte candidato à vitória, algo raro em 2025.

A questão que paira sobre Lando em 2025 é se algo se quebrou dentro dele ou se Oscar simplesmente evoluiu. Essa reflexão é essencial para Norris: se ele se frustrou, existe a possibilidade de recuperação. Contudo, ele também precisará descobrir uma qualidade que parece lhe faltar: a força mental de um verdadeiro piloto de Fórmula 1.

Se você discorda dessa análise, considere três declarações que corroboram essa visão: duas de Lando e uma do chefe da McLaren, Andrea Stella. Após o GP de Las Vegas no ano passado, Lando declarou: “Acho que poderíamos vencer o campeonato se tivéssemos uma temporada perfeita? Não acho.” Essa afirmação se seguiu à perda matemática de suas chances de título.

É justo mencionar que, logo depois, Lando recuou de suas palavras. Pode ter sido um mecanismo de defesa: quando se perde algo, é mais fácil convencer a si mesmo e aos outros de que as chances nunca foram reais.

Esse diálogo começou antes, em Interlagos, onde Stella comentou, após uma reviravolta impressionante contra Verstappen: “Em termos de Mundial de Construtores, não acho que muda alguma coisa, porque essa sempre foi nossa prioridade.” Isso revela que tanto o piloto quanto a equipe não consideravam o título de Norris como uma prioridade. Para fins dessa análise, não é necessário determinar a veracidade dessa afirmação.

Finalmente, em Suzuka, em 2025, Norris ofereceu uma explicação mais abrangente: “Só quero aproveitar minha vida. Isso talvez não represente um instinto assassino. Só não acredito que você precise disso para ser campeão mundial. Quero provar que é possível ser campeão mesmo sem isso.”

Os números não favorecem Norris. Nos últimos 25 anos, apenas três campeões mundiais não possuíam uma imagem de vilão no paddock: Kimi Räikkönen (2007), Jenson Button (2009) e Nico Rosberg (2016). Todos venceram apenas uma vez, sem registro de múltiplos títulos. Além disso, Kimi e Jenson enfrentaram concorrentes menos amigáveis, como Lewis Hamilton e Michael Schumacher, que dominaram a maioria das conquistas nesse período.

Vale lembrar que Sebastian Vettel construiu sua imagem positiva somente após se unir à Ferrari. Antes disso, era conhecido por suas controvérsias, especialmente nos embates com Mark Webber. Isso ilustra que, embora seja possível mudar de imagem, tornar-se um “vilão” pode aumentar as chances de sucesso, pelo menos estatisticamente falando.

Não é exagero afirmar que a maioria dos campeões e chefes de equipe, tanto do século XXI quanto ao longo da história da F1, discordariam das perspectivas de Norris e Stella. É como a famosa frase de Ayrton Senna sobre não hesitar diante de uma oportunidade: “se você não saltar em uma abertura que existe, já não é mais um piloto”. Essa filosofia se aplica também às oportunidades no campeonato, enquanto ainda houver uma chance matemática.

Os pilotos costumam passar horas conversando com jornalistas durante os fins de semana de corrida, mas com Lando, notamos um padrão. Não se trata apenas de uma ou outra declaração isolada; é uma justificativa consistente de sua mentalidade.

Em 2025, Norris, em parte devido à sua postura de “bom moço”, carece de características essenciais. Exemplos disso incluem suas ultrapassagens impulsivas sobre Lewis Hamilton em Jedá, que precisariam de melhor estratégia, além de outros erros cometidos. Vilões não têm a preocupação de serem bonzinhos, o que ajuda a manter a calma. Norris não se encaixa nessa categoria e não deseja ser visto dessa forma. Ele parece estar satisfeito em alcançar o segundo lugar, desde que isso venha com a imagem de “cara legal” nas pistas.

Enquanto isso, mesmo que Piastri não tenha uma imagem de vilão, também não promove atitudes esportivamente gentis. Isso pode ser influenciado por seu mentor, Mark Webber, que sabe muito bem o custo de ser o “bom moço” nas corridas. Webber, ao seguir a estratégia de economia de energia — o famoso “Multi 21”, foi ultrapassado por Vettel e acabou perdendo o campeonato para ele por quatro anos consecutivos.

Essas lições, aprendidas nos anos 2010, certamente estão sendo transmitidas por Mark a Oscar. E essa abordagem está dando resultado: Piastri se mostra mais decisivo, liderando o campeonato. E, para constar, Webber não era exatamente um piloto gentil na pista, mas conhecia bem o preço de uma ordem de equipe.

Até mesmo Vettel, que se tornou um embaixador do esporte, nunca demonstrou esse tipo de autopiedade ou vitimismo durante seu auge competitivo.

As declarações de Lando também enviam uma mensagem aos demais pilotos da Fórmula 1: é mais fácil superá-lo ou, em situações raras, ser ultrapassado, já que ele não age de forma agressiva. É menos provável que ele force uma manobra arriscada ou jogue um rival para fora da pista.

O dilema de Norris se intensificará se ele deseja aumentar suas chances de se tornar campeão ou consolidar sua imagem de “cara legal” e, consequentemente, ser visto como o número dois. Na Fórmula 1, esse tipo de reputação tende a perdurar.

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade