Sempre defendi a importância da base e é lamentável observar que alguns jogadores estão recebendo chances no Cruzeiro, enquanto talentos promissores se perdem em um processo de transição falho. O time precisa de atletas dispostos a honrar a camisa, que tenham determinação e um desejo genuíno de deixar sua marca no futebol.
Isso se aplica também aos torcedores celestes. É hora de esquecer Marlon, que foi útil em certos momentos, mas se tornou um dos ícones do fracasso do Cruzeiro no segundo semestre, com uma queda de rendimento que se prolongou até este ano. Que ele encontre felicidade no clube que sempre desejou representar, deixando claro, inclusive, durante sua passagem aqui, o que um profissional não deve fazer.
Se houver jogadores no elenco desejando seguir o mesmo caminho, que sejam prontamente identificados e que conheçam a saída.
O Cruzeiro está acima de qualquer atleta. Somente aqueles que realmente desejam carregar as cinco estrelas no peito devem estar dentro da Toca.
Devemos direcionar nosso foco para jovens como Kauã Prates, um garoto de 16 anos que se destacou ao conquistar o campeonato sul-americano Sub-17. Ele é mais uma joia que precisa ser trabalhada e aprimorada pelo time principal do Cruzeiro, para que possa se tornar um atleta valioso para o clube.
Fiquei impressionado com sua versatilidade durante o Sul-Americano, jogando como zagueiro. O Cruzeiro precisa dessa flexibilidade, especialmente quando ela vem de casa.
É essencial que ofereçamos mais oportunidades a Baptistella, investindo no desenvolvimento deste jovem talento, em vez de insistir em situações que já demonstraram não funcionar, como o caso de Eduardo, que esteve completamente fora de sintonia e foi severamente afetado por lesões na última temporada.
Defendo que o Cruzeiro olhe para dentro e aproveite de forma mais eficaz os jovens que estão lutando por seu espaço. Eles não são apenas o futuro; eles também podem ser o presente deste time.