O mês de julho de 2013 marcou um capítulo significativo na trajetória da Igreja Católica. Apenas quatro meses após assumir o cargo, o Papa Francisco cruzou o Atlântico, escolhendo o Rio de Janeiro como destino de sua primeira viagem internacional. O evento que o recebeu foi a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), um dos mais importantes encontros religiosos do mundo.
Durante aquele período, o Rio se tornou um ponto de encontro para jovens católicos de diversas origens. Mais de 3,5 milhões de pessoas se reuniram na Praia de Copacabana, onde, por alguns dias, o som das ondas foi substituído por cantos e orações em diferentes idiomas. Desde 1985, o Vaticano organiza essa jornada com o objetivo de unir a juventude católica em reflexões sobre fé, valores e compromisso espiritual.
Na programação, o Papa Francisco liderou celebrações, interagiu com líderes religiosos e representantes da sociedade civil, sempre com uma abordagem acessível, abordando temas como solidariedade, empatia e espiritualidade no dia a dia. Em seu discurso principal, ele fez um apelo para que os jovens fundamentassem suas vidas em “fé, esperança e amor”.
Essa foi a primeira vez que o novo líder da Igreja Católica deixou a Europa. Ao escolher um país do hemisfério sul e um evento focado nos jovens, o pontífice sublinhou a relevância da América Latina, a região com o maior número de católicos do mundo, e da juventude para o futuro da Igreja.
A visita do Papa Francisco ao Brasil ficou marcada por sua espontaneidade; ele rompeu com protocolos, se aproximou dos fiéis e gerou uma mobilização que não só impactou a capital fluminense, mas também atraiu a atenção da mídia internacional.