O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, apresentou alta nesta quinta-feira (8), impulsionado pela expectativa de divulgação de uma nova pesquisa eleitoral do Datafolha, que tem influenciado o mercado nas últimas semanas. Às 13h (horário de Brasília), o índice registrava uma valorização de 0,55%, atingindo 204.432 pontos, refletindo o otimismo dos investidores diante do cenário político em desenvolvimento.
No cenário internacional, os mercados também reagiram às recentes altas nos preços do petróleo, que subiram mais de 5% nesta sessão. Os aumentos foram motivados por fatores como ataques a navios no Estreito de Ormuz e a redução da produção de petróleo nos Estados Unidos, decorrente da aproximação de um furacão. Essas tensões contribuíram para uma maior volatilidade no mercado de títulos soberanos, uma vez que os investidores passaram a buscar ativos considerados mais seguros, elevando os rendimentos dos títulos de dívida de referência global.
Enquanto isso, o dólar apresentou uma oscilação modesta em relação ao real, operando próximo de R$ 5,00. Às 13h, a moeda americana à vista tinha uma variação negativa de 0,20%, cotada a R$ 5,0071 na venda. Na quarta-feira (7), o dólar fechou a sessão com alta de 0,83%, cotado a R$ 5,0156. Desde o primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, o dólar tem se mantido próximo dessa faixa, refletindo a euforia do mercado após o anúncio de uma vantagem de Flávio Bolsonaro (PL) sobre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pelo Palácio do Planalto.
A atenção dos investidores permanece voltada às próximas pesquisas eleitorais, especialmente à segunda rodada do pleito. Uma pesquisa divulgada nesta manhã pelo PoderData indicou que o senador do Partido Liberal (PL), Flávio Bolsonaro, lidera com 53% dos votos válidos na disputa de segundo turno, contra 47% do atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva. Essa expectativa de um possível segundo turno acende o alerta no mercado, que busca entender o impacto de diferentes cenários eleitorais na economia.
Além das questões políticas, o mercado de commodities também tem sido destaque nesta quinta-feira. Os preços do petróleo Brent e WTI registraram avanços superiores a 5%, impulsionados por tensões no Estreito de Ormuz e por fatores ligados à produção norte-americana. Tais movimentos elevam a preocupação com a oferta global de petróleo, o que, por sua vez, influencia o mercado de títulos de dívida soberana, que costuma reagir ao aumento das taxas de juros em momentos de receio de inflação.
No mercado de títulos dos Estados Unidos, os rendimentos dos Treasuries, considerados referência global, voltaram a subir nesta manhã. A taxa de 10 anos, que serve de base para decisões de investimento internacionais, avançou 5 pontos-base, atingindo 5,324%. No Brasil, o mercado também apresentou movimentos de ajuste nas taxas de juros futuros. O DI para janeiro de 2028 operava a 12,55%, uma redução de 4 pontos-base em relação ao ajuste anterior, de 12,593%. Já o contrato de janeiro de 2035 registrou uma queda de 16 pontos-base, cotado a 12,62%, frente a 12,779% na sessão anterior.
Esses movimentos refletem a cautela do mercado diante do cenário político e econômico global, marcado por tensões geopolíticas e incertezas eleitorais, que continuam a influenciar as decisões de investidores e gestores de fundos.